Não nascem bebês em Aparecida
Redação DM
Publicado em 27 de janeiro de 2016 às 22:25 | Atualizado há 1 ano
Grávidas residentes em Aparecida de Goiânia vão ter que buscar atendimento na Maternidade Dona Íris, em Goiânia, para partos, urgência e emergência. Em razão de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público, que deve ser cumprida nos próximos seis meses, prazo previsto para o término da reforma da Maternidade Marlene Teixeira. Gestantes estão preocupadas em ter que buscar atendimento em outra cidade.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Goiás 98.559 bebês nasceram em 2014, uma média de 270 recém-nascidos por dia. Já em Aparecida de Goiânia, a segunda maior cidade do Estado, nasceram 8.630 bebês por ano, uma média de 23 por dia, refente ao mesmo ano. Na Capital foram registrados 33.601 nascimentos, cerca de 92 recém-nascidos por dia.
Os atendimentos começaram a ser realizados nessa semana, a média é que aumente 30% do número de pacientes na Maternidade Dona Íris. Para o secretário municipal de saúde de Goiânia, Fernando Machado de Araújo, a Maternidade Dona Íris já vem assumindo esse serviço já tem um tempo, pelo município de Aparecida não ter maternidade pública que possa atender os pacientes. “A secretaria municipal de saúde de Aparecida já teve dificuldades de fechamento das internações na Maternidade Marlene Teixeira”, ressalta.
O secretário relata que de dezoito meses até atualmente houve um aumento dos atendimentos realizados em Goiânia, em razão da grande demanda de Aparecida. “Toda a população de Aparecida de quase meio milhão de habitantes, acaba tendo essa assistência do município de Goiânia. Vamos fazer um ajustamento de conduta para que possamos ter a colaboração, principalmente no tocante a recursos humanos”, afirma.
De acordo com Fernando Machado, atualmente a Maternidade Dona Íris realiza mais de 450 partos por mês, acima da sua capacidade. “Nós temos que ter realmente ajuda para que possamos manter o serviço”, diz o secretário.O acompanhamento do pré-natal e atendimento ambulatorial devem continuar sendo realizados nas unidades de saúde de Aparecida, por meio das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF).
Já em caso de falta de vagas na Maternidade Dona Íris, a prefeitura de Aparecida garante que a gestante será encaminhada à uma rede conveniada do município, como o Hospital Garavelo. O hospital era usado desde o início das obras da Maternidade Marlene Teixeira, em 2013, para atendimentos às gestantes.O Termo de Ajuste de Conduta (TAC) ainda está sendo acertado as questões jurídicas para ser firmado entre as prefeituras de Aparecida, Goiânia e Ministério Público do Estado de Goiás.
Maternidade em Aparecida
O município que deveria ter duas unidades, mas apenas uma que está construída. É a maternidade Marlene Teixeira, cuja obra iniciou-se em 2013, porém a empresa que venceu a licitação não conseguiu executar a obra. Somente em maio do ano passado as obras foram retomadas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia, que assumiu a reforma e concluiu a ala ambulatorial da unidade.
ambulatório da maternidade já foi entregue e funciona normalmente. Apenas o antigo setor de Emergência e Urgência em Obstetrícia que ainda se encontra desativado para o início das obras. Além da ampliação, a reforma consiste na completa renovação das instalações hidráulica e elétrica do prédio.
Atendimento Maternidade Dona Íris
A gestante Bruna Freitas Lessa, 19 anos, mora em Goiânia e está com 9 meses de gestação. Ela conta que precisou de atendimento na Maternidade Dona Íris na tarde de quarta-feira (26), e encontrou a unidade lotada. “A super lotação aqui em Goiânia é em razão do não atendimento em Aparecida. As mulheres de Aparecida e região vieram pra cá”, explica. “Temo muito quando for ganhar meu bebê, não ter vaga e morrer”, conta preocupada.

O Diário da Manhã buscou grávidas residentes em Aparecida de Goiânia para saber qual a opinião delas sobre a transferência de atendimento de emergência, urgência e partos, da rede pública para Maternidade Dona Íris, em Goiânia:


Joana faz uso de medicamentos para pressão arterial e saiu de um quadro de depressão há três meses, com síndrome do pânico. Ela relata que tem medo de sentir dores e o esposo não estar nas imediações de sua casa para levá-la.





O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás realizou no final da tarde da última terça-feira uma ocorrência inusitada. Policiais militares abordaram uma equipe dos bombeiros para prestar socorro a uma grávida que estava em trabalho de parto, em um salão de beleza, onde ela trabalha, com sangramento e fortes contrações.
Os bombeiros solicitaram o apoio de uma Unidade de Resgate (UR), mas como a gestante estava em avançado trabalho de parto, eles começaram os primeiros socorros. Uma maca utilizada para procedimentos estéticos serviu de suporte para a parturiente que deu à luz uma menina chamada Bárbara.
O salão foi esvaziado somente a mãe da grávida e a proprietária do estabelecimento ficaram presentes na momento do parto. A criança e a mãe estão bem e foram encaminhadas ao Hospital Materno Infantil.