Natal 2025: Comércio entra na reta final apostando nas compras de última hora
Gabriel Maia - Estágio DM
Publicado em 19 de dezembro de 2025 às 12:24 | Atualizado há 7 meses
Consumidores apostam nas compras de última hora e esperam o 13º salário para garantir presentes de Natal |Foto: Reprodução
Faltando menos de sete dias para o Natal, a principal data do calendário do varejo brasileiro, comerciantes vivem o momento mais decisivo da temporada. A expectativa é de aumento no fluxo de consumidores nos próximos dias, impulsionado pelo pagamento do salário, pela proximidade das confraternizações e pela tradicional corrida de última hora pelos presentes. O clima no comércio é de otimismo moderado, sustentado por indicadores recentes sobre a intenção de compra dos brasileiros.
O cenário é respaldado por levantamentos realizados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, que analisaram o comportamento do consumidor nas capitais brasileiras, incluindo Goiânia. Os dados ajudam a dimensionar o potencial de consumo desta reta final, período que concentra boa parte das decisões de compra do Natal.
O que os dados indicam para a reta final do Natal
Consumo e volume financeiro
- 10% dos que vão presentear neste Natal pretende comprar os presentes apenas uma semana antes da data, o que corresponde a 12,2 milhões de pessoas.
- 38% dos entrevistados dizem que a expectativa por promoções é a principal justificativa para comprar na última hora.
- 25% disseram que estão esperando o pagamento dos seus rendimentos ou da 2ª parcela do 13º salário.
- 19% admitem ser desorganizados.
- Cerca de 124,3 milhões de consumidores devem comprar presentes neste Natal.
- A movimentação econômica estimada chega a R$ 84,9 bilhões no país.
- Em Goiânia, 76% dos consumidores afirmam que pretendem presentear.
Valor e quantidade de presentes
- Ticket médio por presente estimado em R$ 174, valor superior ao de anos anteriores.
- Cada consumidor pretende comprar, em média, quatro presentes; nas classes A e B, a média sobe para cinco.
- 41% afirmam que vão gastar mais do que no Natal passado.
Quem será presenteado
- Filhos lideram as intenções, citados por 58% dos consumidores.
- Mães aparecem em seguida (46%), depois cônjuges (40%).
- Para 28%, o presente mais caro será destinado aos filhos.
O que entra no carrinho
- Roupas lideram as preferências (52%).
- Perfumes e cosméticos (36%).
- Calçados e brinquedos (30% cada).
- Acessórios (22%).
- 43% pretendem substituir produtos por experiências, como viagens, jantares e passeios.
Onde o consumidor vai comprar nesta última semana
- Lojas físicas seguem dominantes.
- 75% dos consumidores devem comprar presencialmente.
- Lojas de departamento concentram 36% das escolhas.
- Shoppings aparecem logo atrás, com 31%.
Digital também ganha força
- 58% pretendem comprar ao menos um presente online.
- Aplicativos de compras lideram, seguidos por sites e redes sociais.
- Sites internacionais são citados por 64%, mas muitos consumidores optam por vendedores brasileiros dentro dessas plataformas.
Preço, pesquisa e formas de pagamento
- 82% dos consumidores pesquisam preços antes de comprar.
- A internet concentra 87% das buscas, mas lojas físicas ainda são usadas para comparação por 63%.
- 59% percebem os preços mais altos que no ano passado.
Como pagar
- Pix lidera as intenções (54%).
- Cartão de crédito parcelado vem em seguida (39%).
- Parcelamento médio chega a quase cinco vezes, empurrando pagamentos até o primeiro semestre de 2026.
- Para 79%, o crédito influencia diretamente a decisão de compra.
Expectativa positiva, apesar dos desafios do ano
Para o presidente da CDL Goiânia, Geovar Pereira, o Natal segue como um período estratégico para o varejo, mesmo diante de um ambiente econômico que exige atenção. Ele lembra que 2025 ainda impõe desafios ao setor, como juros elevados e o nível de endividamento das famílias, mas avalia que a data tem potencial para impulsionar as vendas.
“O lojista sabe que o consumidor está mais cauteloso ao longo do ano, mas o Natal tem um peso emocional e simbólico muito forte. Nesta reta final, há uma disposição maior para comprar, desde que o cliente encontre valor, boas condições de pagamento e atendimento qualificado”, afirma.
Segundo Pereira, a combinação entre lojas físicas movimentadas e avanço do comércio digital cria um cenário competitivo, porém favorável. “A expectativa é de um bom desempenho nas próximas semanas, especialmente nos últimos dias antes do Natal, quando as decisões de compra se intensificam”, completa o dirigente.