Nova pesquisa eleitoral aponta vantagem de Mauricio Macri na Argentina
Redação DM
Publicado em 11 de novembro de 2015 às 08:25 | Atualizado há 11 anosBUENOS AIRES – Nesta quarta-feira foi divulgada uma nova pesquisa na Argentina que confirmou a vantagem do prefeito portenho Mauricio Macri na disputa pela Presidência do país. De acordo com a empresa de consultoria Poliarquia, o candidato da aliança opositora Mudemos tem 48,7% das intenções de voto, superando, com folga, o candidato do kirchnerismo, Daniel Scioli, que obteve 40,2%.
No primeiro turno presidencial, em 25 de outubro passado, Macri ficou em segundo lugar, com 34,15% dos votos, um pouco abaixo de Scioli, que alcançou 37%. Desde então, segundo analistas locais, o candidato da oposição conseguiu ampliar sua base de apoio graças ao teto eleitoral que o kirchnerismo representa para Scioli. Ser o candidato do governo Cristina Kirchner não favorece o atual governador da província de Buenos Aires, que, apesar de ter se comprometido a “melhorar o que for necessário melhorar”, não conseguiu manter sua posição de favorito para o segundo turno.
O respaldo indireto do ex-candidato presidencial Sergio Massa, que no primeiro turno conseguiu cerca de 5 milhões de votos, à aliança opositora Mudemos foi essencial para permitir o expressivo crescimento de Macri. O deputado peronista não confirmou que votará pelo prefeito portenho, mas deixou claro que “a Argentina precisa de uma mudança”.
No próximo domingo, Macri e Scioli participarão de um debate presidencial, uma semana antes do segundo turno. No primeiro debate da História do país, antes do primeiro turno, o candidato do kirchnerismo optou por não ir. Desta vez, Scioli mudou de ideia e vai debate com a grande esperança da oposição nesta eleição.
— Eu sou coerente, nunca mudei de posição, sou a opção mais confiável — tem dito o candidato da Casa Rosada na reta final da campanha.
Já Macri assegura representar “uma nova etapa na política argentina”.
— Os argentinos podemos viver melhor e queremos viver melhor — assegurou o prefeito portenho.