Nove pessoas são presas suspeitas de desviar medicamento para tratamento de câncer em Goiás, mais dois estados e DF
Redação DM
Publicado em 31 de janeiro de 2018 às 11:01 | Atualizado há 8 anos
Nove pessoas foram presas nesta quarta-feira (31/01) suspeitas de desviar medicamentos de alto custo para tratamento de câncer. A quadrilha agia em Goiás, São Paulo, Espirito Santo e Distrito Federal.
Foram cumpridos nove mandados de prisão e 16 de busca e apreensão durante a operação batizada de Medlecy 2. De acordo com o portal G1, a quadrilha foi presa pela prática de organização criminosa e crime contra saúde pública.
Segundo as investigações, o grupo arrecadou R$ 16 milhões revendendo remédios para clínicas e hospitais entre 2014 e 2016.
A operação é um desdobramento das investigações iniciadas em 2015 em Bauru, São Paulo. Os trabalhos de investigações são coordenados pela Corregedoria Geral da Administração, do Governo do Estado de São Paulo, e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.
Ainda segundo as investigações, os suspeitos conseguiam os medicamentos de forma ilícitas como furtos, roubos e desvios de órgãos públicos. Depois, por meio de empresas de fachada era feita a venda dos remédios.
A investigação durou cerca de um ano. Durante os trabalhos 12 pessoas foram presas e oito continuam na cadeia.
Ainda segundo o portal, durante o período de investigações foram oferecidas denúncias contra 15 pessoas que moram em Goiânia, Piratininga, Bauru, São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto por crime contra saúde e receptação dolosa qualificada.
Um dos investigados é motorista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas em São Paulo. Ele é funcionário público do estado. A corregedoria identificou que o homem havia recebido em dois meses R$ 125 mil em depósitos bancários.
As caixas de medicamentos para tratamento contra o câncer que a operação recuperou haviam sido adquiridas pela Secretaria de Estado da Saúde pelo valor de R$ 8 mil.