Cotidiano

O que se sabe até o momento sobre os atentados de Paris

Redação DM

Publicado em 16 de novembro de 2015 às 10:35 | Atualizado há 11 anos

PARIS – O número de mortos após os oito ataques coordenados em Paris na sexta-feira subiu para 132 e mais de 350 feridos. Nesta segunda-feira, a polícia da Bélgica começou a realizou operações no distrito de Molenbeek, no subúrbio de Bruxelas, região conhecida por concentrar muçulmanos radicais.

TERRORISTAS

Até agora, já tiveram as identidades reveladas pelas autoridades. Quatro entre eles são franceses, enquanto ao menos três passaram pela Síria. Além de Ismael Omar Mostefai, que se suicidou no ataque XXXX, e Salah Abdelslam, que está foragido, as autoridades identificaram mais três suspeitos: Abdelhamid Abaaoud, o “cérebro por trás dos ataques”; o sírio Ahmad Al Mohammad, de 25 anos, que se explodiu no Stade de France, e o francês Samy Amimour, um dos atiradores do Bataclan.

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BUSCAS

A polícia francesa realizou 168 buscas durante a noite casas de supostos militantes islâmicos. O ministro do Interior da França afirmou que 23 pessoas foram detidas, 104 estão em prisão domiciliar e 31 armas apreendidas.

As operações aconteceram em 19 departamentos, incluindo Paris e seus arredores, e em todas as grandes cidades francesas, como Lille, Toulouse e Marselha (sul). Uma das operações ocorreu no subúrbio parisiense de Bobigny. Em Lyon, cinco pessoas foram presas e armas foram apreendidas, incluindo um lançador de granadas, coletes, várias pistolas e um fuzil de assalto Kalashnikov.

Uma operação no subúrbio de Molenbeek em Bruxelas com intenção de encontrar o suspeito Salah Abdeslam foi realizada, mas ninguém foi detido, segundo autoridades da Bélgica.

AMEAÇAS

O Estado Islâmico divulgou vídeo nesta segunda-feira em que ameaça um ataque a Washington e aos países que bombardeiam a Síria. Autoridades do governo da Turquia disseram que a França foi informada duas vezes em menos de um ano sobre a existência de Ismael Omar Mostefai, que entrou na Turquia em 2013. Segundo a fonte, a França só respondeu às notificações após os atentados de sexta-feira.

Nesta segunda-feira, os Estados Unidos destruíram 116 caminhões do Estado Islâmico que transportam petróleo contrabandeado pelo grupo em Deir al-Zour, no Leste da Síria. A intenção do Pentágono, departamento de Defesa dos Estados Unidos, é atingir a frota de veículos para prejudicar uma das principais fontes de renda para operações militares do EI.

RESPOSTA FRANCESA

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, afirmou nesta segunda-feira que o país pode ser alvo de novos atentados nos próximos dias ou semanas. O premier disse ainda que outros atos terroristas estão sendo preparados contra outros países europeus.

Um minuto de silêncio se espalhou por vários pontos da Europa às 12h (horário local, 9h no horário de Brasília). Milhares de pessoas se reuniram em diferentes cidades da França para prestar homenagem às vítimas dos ataques e, na capital frances, multidões se reuniram em frente aos locais atacados.

No domingo, a França lançou uma ofensiva militar na cidade de Raqqa, capital do califado autoproclamado do Estado Islâmico na Síria. Segundo o ministério de Defesa da França, foram atingidos um centro de controle e comando, um campo de recrutamento, um depósito de munição, um estádio, uma prisão secreta e um campo de treinamento. Ao total, foram 20 bombas utilizadas.

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