Obama relata avanço contra o EI no Iraque e pede apoio do Pentágono
Redação DM
Publicado em 14 de dezembro de 2015 às 02:25 | Atualizado há 11 anosWASHINGTON – O presidente americano, Barack Obama, relatou avanços consideráveis contra o Estado Islâmico em seu território, afirmando que os ataques a líderes do grupo estão eliminando figuras-chave frequentamente e que pelo menos 40% das áreas tomadas pelo grupo no Iraque foram retomadas. Para conseguir mais apoio dos países do Oriente Médio na questão, ele pediu ao secretário de Defesa, Ash Carter, que vá à região para ter discussões com os comandantes locais.
— Matamos recentemente líders de grande importância — disse ele, reafirmando a morte de nomes como os comandantes Abu Sayyef e Hajji Mutazz, além do carrasco Jihadi John. — De Raqqa à Líbia, os líderes não têm como se esconder. Nossa mensagem é bem clara: vocês são os próximos. Vamos varrê-los do mapa.
(capital do califado declarado do EI)
Segundo Obama, os últimos 30 dias, que se seguiram aos atentados que deixaram 130 mortos em Paris, tiveram bombardeios que destruíram “mais alvos do que nunca na campanha”. Foram atingidos bunkers, campos de treinamento, comboios com lideranças e militantes. Para ele, as ações aéreas “estão acabando com as grandes operações de tomada de territórios em Iraque e Síria”.
— Muita gente já migrou por conta deste confronto. Ninguém sabe mais isso do que os sírios e os iraquianos. Para isso, seguimos cooperando com o Iraque e com grupos específicos moderados, curdos e cristãos na Síria. Também estamos garantindo com a Turquia o fechamento total da fronteira síria.
Obama relatou ainda que a cooperação com países ocidentais tem estado em um patamar elevado, agradecendo a cooperação recém-integrada pela Alemanha e o apoio de França, Itália e outros aliados. Para poder ter ações mais efetivas na própria região, ele pediu a Carter, chefe do Pentágono, para se reunir com as nações próximas por maior logística. Seu secretário de Estado, John Kerry, está a caminho da Rússia para ampliar a cooperação.
Preocupado com a segurança dentro do país, após a suspeita de ataque terrorista em San Bernardino na semana retrasada, ele disse que o Departamento de Segurança Interna está revisando seu sistema de alertas e reforçando a presença no território.
— Muitos militares estarão novamente perdendo seus feriados de fim de ano para garantir nossa segurança. Como comandante-chefe, agradeço a cada um de vocês.