Operação mira esquema de venda ilegal de medicamentos em Goiás e SP e deixa sete presos
Redação Online
Publicado em 23 de setembro de 2026 às 11:18 | Atualizado há 1 hora
Sete suspeitos foram presos em operação contra venda ilegal de medicamentos em Goiás e SP | Foto: PCGO
A Polícia Civil prendeu sete suspeitos nesta quarta-feira (23/09) durante uma operação que investigou a comercialização irregular de medicamentos em Goiás e São Paulo. A ação também apurou suspeitas de falsificação de produtos, documentos, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos.
Os policiais cumpriram 21 mandados de busca e apreensão, 14 em Goiás e sete em São Paulo. A operação também resultou em cinco prisões temporárias e uma prisão em flagrante, além de outras detenções relacionadas ao caso. Entre os principais alvos estava Polion Gomes Reinaux Gomes, apontado pela investigação como líder do grupo.
Polion não foi localizado durante o cumprimento das ordens judiciais e continuou foragido. Conforme a Polícia Civil, o nome dele também apareceu em outras apurações conduzidas por diferentes forças policiais, com suspeitas de crimes semelhantes.
Uma das principais apreensões ocorreu em uma residência de Senador Canedo, onde os agentes encontraram grande quantidade de antibióticos, medicamentos de controle especial e anti-inflamatórios. No imóvel, também havia um bloco de receituário pertencente ao poder público, que teria relação com uma tentativa de alterar registros de entrada e saída de produtos de uma farmácia.
Em outro endereço, desta vez comercial e situado em Goiânia, os policiais encontraram medicamentos destinados ao crescimento e grande quantidade de produtos para emagrecimento. Celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos também foram recolhidos. Os medicamentos passarão por análise das equipes responsáveis.
Um dos presos afirmou, durante interrogatório, que os medicamentos encontrados em Senador Canedo eram destinados à venda, inclusive sem exigência de receita médica. Segundo o depoimento, o bloco de receituário serviria para supostamente alterar os registros do estoque de uma farmácia e dar aparência regular à movimentação dos produtos.
A Polícia Civil manteve a investigação para identificar outros integrantes do grupo, esclarecer a origem dos medicamentos e mapear as etapas de aquisição, armazenamento e venda dos produtos. A corporação também buscou reunir novos elementos sobre os crimes sob apuração.