Cotidiano

Pansera critica interferência de Cunha na escolha de líder do PMDB

Redação DM

Publicado em 17 de dezembro de 2015 às 23:00 | Atualizado há 11 anos

RIO — O ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera (PMDB), defendeu a volta do , oficializada na quinta-feira, e reprovou uma possível manobra do presidente da Câmara,

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Em depoimento à Justiça, Pansera foi apontado por Yousseff como “pau-mandado” de Cunha. Questionado sobre uma nova interferência do presidente da Câmara no processo de escolha do líder do PMDB, no entanto, o ministro criticou Cunha:

— Espero que o presidente (Cunha) não faça isso novamente (interferir na bancada). Nós sempre respeitamos a opinião dele, nós o ajudamos a ser presidente da Câmara, o partido votou unitariamente com ele quando foi candidato. Ele nos garantiu que não iria se envolver na disputa de liderança da bancada, se envolveu, assinou a outra lista (que elegeu Quintão). É legítimo, ele é deputado, mas esperamos que ele respeite agora a nova decisão da bancada e que o líder Leonardo Picciani continue conduzindo a bancada até fevereiro, quando nós teremos novas eleições — afirmou Pansera, após a inauguração do Museu do Amanhã, na noite de quinta-feira.

o procurador-geral da República, Rodrigo Janot classifica o ministro como “notoriamente ligado a Eduardo Cunha”. Janot destaca que Pansera, então deputado federal, apresentou requerimentos na CPI da Petrobras que seriam de interesse de Cunha: a convocação da advogada Beatriz Catta Preta e das três filhas e da ex-mulher do doleiro Alberto Yousseff. Pansera também pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal das familiares de Yousseff. Para Janot, o pedido de convocação das filhas e da ex-mulher do doleiro teve “o único objetivo de intimidar o colaborador (Yousseff), que revelou em depoimento formal à Justiça e ao Ministério Público que Eduardo Cunha foi um dos beneficiários da propina da Petrobras”.

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Questionado sobre a ação da Polícia Federal, que cumpriu um mandado de busca apreensão em sua casa, em Duque de Caxias, na terça-feira, Pansera afirmou que ainda não havia “lido o processo” e, por isso, não se manifestaria.

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