Papa Francisco critica as pessoas “escravizadas pelo trabalho”
Redação
Publicado em 12 de agosto de 2015 às 23:35 | Atualizado há 10 anosDa Ansa |
“Não devemos ser jamais escravos do trabalho, mas sim senhores dele. Há um mandamento para isto, que atinge a todos, mas ao invés disso sabemos que há milhões de homens, mulheres e até crianças escravas do trabalho”, destacou.
Voltando a criticar a cultura do consumismo, o Pontífice destacou que esse comportamento é “contra Deus e contra a dignidade humana”. “A obsessão pelo desenvolvimento e pela eficiência técnica colocam em risco os ritmos humanos da vida porque a vida tem seu próprio ritmo”, disse à multidão que acompanhava a celebração.
“O tempo de repouso, sobretudo no domingo, é destinado a nós para que possamos aproveitar aquilo que não se pode comprar e nem vender”, disse sobre o tempo em família.
Para Jorge Mario Bergoglio, a “ideologia do lucro” ataca apenas a questão de “fazer dinheiro e gastá-lo” como um “vírus maligno”.
Comumente o líder da Igreja Católica critica a cultura do mundo moderno e diz que a cultura do descarte é um dos piores empecilhos para a justiça social no mundo.