Para MP, lucro de Cunha é mais raro do que ganhar Mega-Sena
Redação DM
Publicado em 10 de janeiro de 2016 às 05:12 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – A Procuradoria Geral da República (PGR) afirmou, em documento protocolado no STF, que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), teve mais sorte que um ganhador da Mega-Sena ao obter lucro de R$ 917 mil com papéis do mercado de capitais. A chance de alguém ser bem-sucedido como aconteceu com o peemedebista, segundo a PGR, é tão improvável – “uma vez para cada 257 septilhões” – que é “praticamente nula e decorre claramente de uma fraude”, informou o jornal “Folha de S. Paulo”. Segundo a PGR, a chance de ganhar na Mega-Sena “é de uma em cinquenta milhões”.
Cunha lucrou, mas os negócios causaram prejuízos ao Prece, fundo de pensão dos funcionários da Cedae, onde ele exercia influência política. As transações suspeitas, que ocorreram entre abril de 2004 e fevereiro de 2005, foram alvo de investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ligada ao Ministério da Fazenda.
A CVM constatou, segundo a PGR, que Cunha obteve 100% de sucesso no mercado de dólares e uma taxa de sucesso de 98% em outro papel. A CVM já havia concluído que ele obteve “lucros indevidos” com papéis movimentados pela Prece. Na época, ela operava por meio de várias corretoras, uma delas a Laeta, da qual Cunha era cliente e tinha como corretor o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, ligado ao deputado.