Cotidiano

Paralisação de professores  estaduais preocupa alunos

Redação DM

Publicado em 14 de maio de 2015 às 02:43 | Atualizado há 11 anos

 

Alunos da rede estadual de ensino se veem obrigados a parar de estudar ainda que parcialmente, caso do estudante Adriano Lopes Leão da Silva, de 17 anos, aluno do 3° Ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Santa Luzia, em Aparecida de Goiânia. Ele acredita que a greve por mais que seja para reivindicar direitos legítimos, em parte não se justifica porque ele, enquanto aluno, é o mais prejudicado.

“Estou muito preocupado sobre as consequências no resultado do meu aprendizado, e o pior é que mesmo eu indo às aulas haverá reposição depois com os professores que aderiram à greve, ou seja, enquanto aluno serei muito mais prejudicado porque terei que fazer reposição no sábado e o tempo de aula vai ser reduzido”, lamenta. Para presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), responsável pelo movimento grevista, Bia de Lima, a greve é por tempo indeterminado. Ela reconhece que muitos serão prejudicados. “Queira ou não são mais de 500 mil alunos na rede estadual que ficam sem aula, mas são mais de 45 mil trabalhadores da educação que já estão no prejuízo”, adverte.

Em reunião ontem com diversas entidades que compõem o Fórum de Defesa do Serviço e Servidores Públicos de Goiás, Bia descreve que foram debatidos as pautas do pagamento do piso dos professores somente em agosto, data-base dos administrativos, realização de concurso público e rejeição ao parcelamento do salário dos servidores. O grupo deseja  uma audiência com o governador, que está nos Estados Unidos.

“A partir dessa audiência teremos uma série de programação com o objetivo de fortalecer a luta, porque a gente não quer ficar sem data-base e receber o salário parcelado como anunciado pela secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão. Já atingimos uma média de 50% de servidores da educação que aderiram à greve e estamos trabalhando em um objetivo de construir greve geral no serviço público em Goiás”.

A respeito da greve da rede municipal, Bia pontua que esta não se justifica, uma vez que “o Sintego tem negociado favoravelmente ao segmento”. “O Sintego já negociou a ponto de o piso já estar sendo pago desde janeiro com o reajuste definido pelo Ministério da Educação  de 13,01%. Conquistamos 26% para o reajuste do auxílio locomoção, 30% de reajuste para a gratificação para o secretário de escola, conseguimos concurso público que vai acontecer agora, dentre outros. E os pontos pendentes ainda estão sendo negociados”, justifica.

Em meio ao impasse, Adriano Lopes só quer estudar, mas se vê refém do sistema. “Os professores reivindicam e não são atendidos e a culpa de estarmos passando por tudo isso é do governo que não valoriza o trabalho dos professores”, conclui.

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