Paralisação motiva queda de novo secretário
Redação DM
Publicado em 9 de maio de 2015 às 01:12 | Atualizado há 11 anosO comandante-geral da Polícia Militar (PM) do Paraná, coronel Cesar Vinicius Kogut, também pediu demissão, alegando dificuldades administrativas com a Secretaria de Segurança Pública.
Kogut e Francischini vinham se desentendendo publicamente sobre os procedimentos adotados pela PM paranaense nos protestos. Em entrevista coletiva, Francischini classificou de “lamentável” os episódios de violência contra os manifestantes.
“Não tem justificativa. Nós lamentamos. As imagens são terríveis. Nunca se imaginava um confronto como esse. Nada justifica. Lesões de maneira tão lastimável, com as imagens que nós vimos de ambos os lados. Vamos ouvir quem comandou a operação, quem deu ordens para que fossem executadas as medidas de conteção”, disse Francischini.
CARTA
Na última terça-feira (5), Kogut enviou carta ao governador Beto Richa em resposta às declarações do secretário. “Não se pode admitir, em respeito à tradição da Polícia Militar do Paraná, seus oficiais e praças, que seja atribuída a tão nobre corporação a pecha de irresponsável e leviana”, diz ele no documento, que também informa que Francischini participou do planejamento da operação e foi informado dos desdobramentos durante a ação dos policiais.