Pastor é preso suspeito de abusar sexualmente de três crianças em Anápolis (GO)
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 30 de julho de 2026 às 16:03 | Atualizado há 48 minutos
Suspeito foi localizado em Mutunópolis após deixar Anápolis durante o andamento das investigações | Foto: Divulgação/PCGO
A Polícia Civil prendeu, na última quarta-feira (29), um homem de 53 anos investigado por três casos de estupro de vulnerável envolvendo crianças em Anápolis, a 55 km de Goiânia. O suspeito foi encontrado em Mutunópolis após uma ação integrada entre equipes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Porangatu.
Conforme as investigações, o homem, que atuava como pastor, tinha contato com as famílias das vítimas por meio da comunidade religiosa. A delegada Aline Lopes informou que as crianças têm entre 8 e 12 anos e que os relatos chegaram aos familiares individualmente, após elas contarem o que teria ocorrido.
Segundo a Polícia Civil, o investigado era responsável pela igreja frequentada pelas famílias e teria participado da fundação do templo. A apuração aponta que ele teria se aproximado das vítimas em momentos de convivência ligados à rotina religiosa e familiar, incluindo encontros na igreja, visitas às casas das crianças, comemorações e situações envolvendo familiares.
Suspeito deixou Anápolis após denúncias
Depois que as denúncias vieram à tona, o suspeito teria encerrado as atividades da igreja em Anápolis e deixado a cidade. A investigação indica que ele passou um período na região do Entorno de Brasília antes de ser localizado no interior de Goiás.
De acordo com a delegada, a possibilidade de o homem retomar atividades que permitissem contato com outras pessoas foi considerada pela Polícia Civil no pedido de prisão apresentado à Justiça.
O suspeito foi levado para o presídio de Porangatu e deve ser transferido para Anápolis. Ele é investigado por três crimes de estupro de vulnerável, que possuem previsão de pena de 10 a 18 anos de prisão para cada acusação, caso haja condenação.
A imagem do investigado foi divulgada pela Polícia Civil para ajudar na identificação de possíveis novas vítimas e ampliar o trabalho de apuração do caso.
Delegada Aline Lopes explica andamento das apurações