Cotidiano

Pecuária goiana firma liderança

Redação DM

Publicado em 2 de julho de 2016 às 02:34 | Atualizado há 10 anos

Pela primeira vez em 22 anos haverá disputa para a renovação da diretoria da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, com sede em Uberaba, Minas Gerais. Duas chapas estarão disputando a liderança dos sebuinocultores brasileiros em eleição marcada para o dia 1º de agosto próximo. Geralmente, apenas uma chapa, formada por consenso, se apresentava para ser homologada. Agora a entidade está dividida.

Os líderes goianos da criação de Zebu, congregados na Associação Goiana de Criadores de Zebu, fecharam com a chapa De A a Z, ABCZ para todos, encabeçada pelo fazendeiro e veterinário Arnaldo Manoel Borges, de Uberaba. A chapa de Arnaldo, ao contrário da concorrente, buscou representantes de todo o País.

Segundo Wagner Miranda, presidente da AGCZ, a entidade goiana já conta com 50 anos e sempre manteve “laços inistucionais” com a ABCZ, os quais, diz ele, foram rompidos pela atual diretoria daquela entidade.

Quatro pecuaristas goianos compõem a chapa de Arnaldo: Marcos Gracia, Clarismino Júnior, Otoni Verdi Filho e Silvestre Coelho. Segundo Clarismnino Júnior, que foi presidente da AGCZ antes de Wagner, a importância do evento vem do fato de 80% do rebanho bovino brasileiro pertencer ao gêneno zebuino. Em razão da pujança da pecuária brasileira e alta relevância econômica do zebu, as entidades são os interlocutores privilegiados com os governos. Atuam ainda na promoção de tências de aprimoramento genético, sanidade animal, etc.

O gado zebuino tem sua origem na Índia e no Paquistão. No entanto, o primeiro zebu a chegar no Brasil veio do Zoológico de Berlin, quando um alemão radicado no Brasil, o fazendeiro Lemgruber, inicou a criação desse tipo de bovino no Brasil. Há quem veja no curraleiro a origem da criação do zebu no Brasil. Clarismino explica que o curraleiro, embora tenha DNA de zebu, não é zebuino. É uma espécie mestiça, mistura de zebu com touros europeus, introduzidas no Brasil pelos colonizadores portugueses.

Ao contrário do gado taurino europeu, o que caracteriza o zebuino é o cupim. De sorte que raças como nelore, gir, bhraman, guzerá, tabapuan, sindi e indubrasil são todas consideradas espécies do gênero zebu, de cordo com a classificação da ABCZ.

Clarismino faz um apelo aos criadores goianos para exercerem o direito de voto (que é facultativo) e que façam a postagem de seu sufrágio até pelo menos até 20 de julho. É que os estatutos da entidade estabelecem que o local de votação é a sede da entidade, em Uberaba, mas os filiados de outras cidades podem votar por correspondência, em sobrecarta especial com porte pago. Contudo, se a carta for entregue depois do dia da eleição, o voto será anulado.

De acorco com Marcos Gracia, a proposta de Arnaldo é eliminar procedimentos burocráticos e buscar a integração de todos os criadores brasileiros. “Arnaldo é o mais preparado. Sabe o que precisa mudar e sabe como fazer”, afirma. Ele atua há 33 anos como membro do colegiado de jurados da ABCZ. “Com esta bagagem, está pronto para ser presidente e resgatar o orgulho dos criadores”, afirma Gracia.

Arnaldo foi um dos criadores do Programa de melhoramento Genético das Raças Zebuinas, por isso, diz Marcos Gracia, “ele sabe tudo de zebu”. “Arnaldo vai melhor ainda mais este programa, o que implicará ganho de produtividade e aumento de renda para os produtores”, garante Marcons.

Marcos e Clarismo recomendam aos criadores que queiram obter maiores informações sobre a chapa e sobre como votar que entrem em contato com a Associação Goiana de Criadores de Zebu.

 

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