Cotidiano

Picadeiro destruído

Redação DM

Publicado em 26 de janeiro de 2016 às 22:06 | Atualizado há 1 ano

A forte chuva dos últimos dias trouxe estragos também para uma escola de equoterapia, de Goiânia. O picadeiro utilizado para os atendimentos foi totalmente danificado e por isso a idealizadora do projeto busca ajuda para a reconstrução do equipamento. São quarenta e cinco pacientes sendo atendidos diariamente, muitos com bolsa integral, por uma equipe multiprofissional. João Augusto, Karine e Clara que tiveram seus casos mostrados no Diário da Manhã, são pacientes que utilizam a terapia para a reabilitação.

O projeto surgimento desde abril do ano passado, por iniciativa de Graziela Salvagni que é educadora física, especializada em ginástica postural, corretiva e em esportes adaptados, além de psicomotricista, equitadora, instrutora de volteio terapêutico e equoterapeuta. Hoje ela conta com equipe multidisciplinar, composta por médicos, fisioterapeutas, psicóloga, educadora física, psicomotricista, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional e equitadores, atendem diariamente quarenta e cinco pacientes.

O picadeiro montado pela equoterapeuta, com a utilização do sistema de tendas é bastante utilizado na Europa. Porém, após forte temporal durante os últimos dias de dezembro e janeiro, o picadeiro foi destruído. “Os danos causados as atividades foram imensas, pois adultos e crianças com fragilidades são atendidos. Por isso, sol forte e a chuva devem ser evitados. Sendo terapia não deve ter interrupção e sem um espaço coberto, a continuidade terapêutica é inviável”, relata Graziela.

Ela conta que diante desses problemas, nesse mês de janeiro somente dez atendimentos foram feitos. Com isso, surgiu a ideia de iniciar uma campanha para arrecadação e reconstrução do picadeiro, pois as antigas tendas ainda estavam sendo pagas.

Atendimento gratuito

Atualmente são quinze bolsas integralmente gratuitas e o restante dos pacientes pagam mensalidades com valores proporcionais as possibilidades econômicas de cada família. O projeto liderado por Graziela, através da Caballus Equoterapia, tem como meta aumentar os atendimentos gratuitos pelo Projeto Adote um Praticante. Pessoas físicas ou jurídicas podem financiar os cursos da equoterapia a um praticante carente.

Karla Lobato, mãe de Karine Cardoso Lobato, 3 anos, que tem paralisia cerebral relata que a equoterapia é uma excelente terapia e ajuda o desenvolvimento motor da filha. “É visível que depois que a Karine começou a fazer, ela melhorou o controle da cabeça e tronco. Além disso, o convívio com o cavalo e a natureza torna a terapia muito mais descontraída e passa a ser uma curtição”, afirma.

Outro paciente que faz equoterapia é o João Augusto Ferreira Borges, 3 anos, que tem leucomalacia periventricular, uma paralisia cerebral que afeta os quatro membros. Lívia Tormim, mãe de João, conta que o filho começou a terapia aos dois anos de idade.

“O João se identificou desde o primeiro dia de terapia, ele simplesmente ama o cavalo! A Grazi tem uma abordagem diferenciada que envolve a criança e trabalha diversas coisas ao mesmo tempo! As mudanças no João foram nítidas após a pratica da equoterapia. Ele teve ganho de postura, tronco muito mais firme e controle de cabeça. Sem falar na interação com o animal e o ambiente que faz toda a diferença! Sem dúvida foi uma das terapias que mais deram resultados e continua dando!”, relata Lívia.

Na foto, o pequeno João Augusto, que com a ajuda da equoterapia conseguiu ter mais ganho de postura, tronco mais firme e controle da cabeça. (Foto: Arquivo Pessoal)

Cavalo amigo

 

A equoterapeuta Graziela Salvagni explica que a equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com algum tipo de deficiência e/ou com necessidades especiais.

A terapia também promove em seus praticantes, benefícios neuromotores gerados através do deslocamento constante do centro de gravidade, estimulado pelo movimento do cavalo, ativando os sistemas vestibular, articular e muscular, visual, cerebelar e reticular.

Durante toda a sessão, os terapeutas também ajudam a estimular fala, linguagem, tato, lateralidade, cor, organização e orientação espacial e temporal, memória, percepção visual e auditiva, direção, análise e síntese, raciocínio e vários outros aspectos

Na esfera social, a equoterapia ainda é capaz de diminuir a agressividade, tornar o paciente mais sociável, diminuir antipatias, construir amizades. Ainda ajuda a treinar padrões de comportamento como: ajudar e ser ajudado, diminuir e aceitar regras, encaixar as exigências do próprio indivíduo com as necessidades do grupo, aceitar as próprias limitações e as limitações do outro.

As modificações de postura levarão ao aprimoramento das reações de equilíbrio e endireitamento. O praticante também obterá benefícios psicossociais, que o tornarão mais confiante em relação às suas potencialidades, melhorando sua autoestima, demonstrando mais iniciativa e independência, o que certamente permitirá melhor interação social.

Paralisia cerebral

Graziela também explica que a equoterapia é ideal para crianças com paralisia cerebral por apresentar um padrão motor anormal, espasticidade muscular e hiperreflexia. Por meio da terapia, vários benefícios podem serem obtidos. Adequa o tônus muscular na correção postural, melhora a integração das percepções proprioceptivas e táteis, facilita as relações espaciais e temporais nas ações, realiza automatismo de controle postural e de movimento. Além do que, a equoterapia vai possibilitar ao praticante o movimento de quadril e postura, que ele não possui devido ao seu quadro neurológico.

Benefícios da equoterapia

Para ajudar na reconstrução do picadeiro:

ite: http://www.kickante.com.br/campanhas/reconstrucao-de-picadeiro-coberto-equoterapia

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