Piercing íntimo de influenciadora gera discussão em praia de Florianópolis e levanta debate sobre limites no espaço público
Redação Online
Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 22:21 | Atualizado há 5 meses
A caracterização de ato obsceno depende de intenção, ostentação e contexto
Um piercing íntimo exibido por uma influenciadora digital com mais de 800 mil seguidores provocou uma discussão em uma praia de Florianópolis (SC). O episódio ocorreu no dia 6 de janeiro, mas só ganhou repercussão nacional na segunda-feira (12/01), após a circulação de vídeos e relatos nas redes sociais.
A influenciadora, identificada como Dani Motta, publicou um vídeo no qual afirma ter sofrido hostilização por parte de uma mulher que a abordou no local. Segundo ela, a situação não foi inédita. “Só porque eu tenho piercing na minha parte íntima, as pessoas ficam me discriminando na praia”, disse.
Nas imagens, a mulher que questiona a influenciadora afirma que o espaço é público e que o comportamento precisa respeitar famílias, homens casados e crianças que transitam pela praia. Dani rebate a abordagem e defende seu direito de permanecer no local.
Especialistas em direito explicam que a simples presença de um piercing íntimo não configura crime. A caracterização de ato obsceno depende de intenção, ostentação e contexto. Se houver exposição deliberada com conotação sexual, pode haver enquadramento penal. Caso contrário, a situação permanece dentro do campo da legalidade.
O caso pode gerar responsabilização em duas direções:
— Se a influenciadora sofreu ofensas, xingamentos ou discriminação, ela pode registrar ocorrência por injúria ou difamação.
— Se terceiros se sentirem constrangidos por uma exposição considerada ostensiva, a pessoa que expôs pode ser alvo de apuração.
A coluna Na Mira procurou a influenciadora para comentar oficialmente o caso. Até a publicação deste texto, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.
Foto e Vídeo: Redes Sociais