Cotidiano

Pilotos do avião do Brasco não reportaram problema ao centro de controle

Redação DM

Publicado em 11 de novembro de 2015 às 01:40 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA — Os pilotos do avião do Bradesco que caiu ontem à noite, próximo à divisa entre Minas Gerais e Goiás, não reportaram qualquer problema na aeronave ao centro de controle de Brasília. Segundo interlocutores, o aparelho ainda estava em procedimento de subida e não tinha atingido o chamado nível cruzeiro, quando começou a cair vertiginosamente. Segundos depois do início da queda, a aeronave desapareceu do radar, o que ocorreu às 19h04, conforme informou a assessoria de imprensa da Aeronáutica.

— Os pilotos não acionaram o centro de controle, não reportaram nada — disse a fonte.

Ainda segundo essa fonte, o centro de controle tentou contato, mas a aeronave não respondeu. O avião decolou ontem de Brasília às 18h39 com destino a São Paulo. Na queda, morreram dois executivos do Bradesco. Equipes do Cenipa já estão no local para investigar as causas do acidente.

Para o brigadeiro José Carlos Pereira, a concentração dos destroços do avião em um único ponto revela que a aeronave caiu na vertical e em alta velocidade. Em uma análise preliminar, pode ter havido, segundo ele, uma “falha estrutural catastrófica”, que teria levado à perda total do comando da aeronave e consequente queda. Pereira explicou que, pelas características do aparelho, ainda que tivesse havido pane dos dois motores, uma situação improvável, os pilotos teriam condição de “planar” e procurar um local para pouso forçado, além de entrar em contato com o centro de controle de Brasília.

— Pode ter havido uma falha estrutural que fez o avião despencar — disse Pereira.

Ele observou que a equipe de investigação deverá fazer uma varredura na região próxima ao local do acidente, na tentativa de encontrar alguma peça que possa ter se desprendido da aeronave, como pedaço da asa ou da calda, provocando a queda. Pereira lembrou ainda que as condições meteorológicas eram adversas no trajeto, mas que a aeronave dispõe de radar de bordo que detecta nuvens pesadas e alerta o piloto para desviar da formação. Testemunhas também serão ouvidas pela investigação, mas as luzes do avião no momento de descida rápida podem confundir e as pessoas acharem que estão vendo fogo, disse.

DILMA LAMENTA VÍTIMAS DO ACIDENTE

A presidenta Dilma Rousseff, em nota divulgada nesta quarta-feira, lamentou vítimas do acidente aéreo ocorrido em Minas Gerais:

“Expresso meu pesar aos familiares e amigos das vítimas do acidente aéreo ocorrido em Minas Gerais vitimando quatro brasileiros. Além dos pilotos, Ivan Morenilla Vallim e Francisco Henrique Tofoli Pinto, apresento as condolências do governo pelas mortes dos dois executivos do Bradesco que também estavam na aeronave. Marco Antonio Rossi dedicou 34 anos ao Bradesco, eventualmente substituindo o atual presidente. Ele e o colega Lúcio Flávio de Oliveira, diretor geral da instituição, cumpriram papel fundamental na trajetória de uma organização que sempre acreditou no Brasil.”

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