Cotidiano

Polarização política ou democracia saudável

Redação DM

Publicado em 11 de setembro de 2022 às 22:24 | Atualizado há 4 anos

Como as eleições presidenciáveis desse ano de 2022, fica cada vez mais focada em dois candidatos a disputa nas urnas.

Segundo o professor e cientista político Guilherme Augusto, “essa polarização é muito comum em países democráticos, exemplo das eleições Americanas, Francesas, Argentinas, e etc”. Ele lembra de exemplos anteriores, onde sempre existiu a rivalidade entre dois candidatos, embora exista vários outros que entram na disputa e não conseguem subir em pesquisas, ou talvez nem pontuar.

“Embora acredita-se que os dois mais posicionados nas pesquisas, possam ter chegado ao limite e estacionado, ou seja, os eleitores indecisos preferem optar por candidatos da chamada terceira via, esses que ainda não se decidiram quase sempre não votam nesses dois candidatos polarizados. É comum ver aumentar nos índices de pesquisa as porcentagens dos candidatos Ciro Gomes-PDT, Simone Tebet-MDB, e diminuir o número de indecisos e pessoas que votariam nulo. Lembrando que o ex-presidente, mesmo no auge de sua popularidade, jamais ganhou eleição no primeiro turno”.

Guilherme não acredita em mudança de posições políticas até o próximo de 02, “embora as pesquisas políticas sejam o retrato de hoje. O eleitor quase nunca vota por ideologias ou por propostas de candidatos, as pessoas votam por afinidade, quase sempre não votam pela razão, votam pela emoção, pela afinidade que foi construída mesmo antes da eleição. Esses atos do último dia 7, onde deveria ter sido uma comemoração pelo bicentenário da independência, foi mais utilizado como palanque político e aquelas manifestações de apoiadores é comum, provavelmente é sempre aquele mesmo público”, pontuou o professor e cientista político.

Se observa ainda mesmo com a popularidade maior entre os jovens e as mulheres, o candidato da esquerda tem sempre bem próximo o outro candidato que ganha entre os ditos evangélicos, e os que ganham acima de dois salários mínimos e meio.

Segundo dados do TSE (Tribunal superior eleitoral) o Brasil conta hoje com 156,4 milhões de eleitores, o que dá um aumento de 6,1 % de aumento em relação a 2018. O TSE, ainda informou que houve um grande aumento no número de pessoas transexuais, travestis e transgênicos que solicitaram o uso do nome social para votar nessa eleição, eram 7.945 em 2018, e esse ano já serão 37.646, um aumento de 29.701 novos eleitores com esse perfil. E ainda segundo o ´órgão 2,1 milhão de adolescente estão aptos a votar esse ano.

A justiça eleitoral já cadastrou biometricamente quase todos os brasileiros aptos a votar nessa eleição, e serão identificados por meio das impressões digitais, o que corresponde a 75,51% dos eleitores, já os outros 24,51% ainda não se cadastram e votaram através de documentos com foto e sem biometria.

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