Cotidiano

Polícia de Goiás combate fraude cibernética que inseriu mandados de prisão falsos em sistemas do CNJ e TJGO

Redação Online

Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 14:26 | Atualizado há 4 meses

Investigações buscam identificar os autores e as motivações por trás da ação criminosa
Investigações buscam identificar os autores e as motivações por trás da ação criminosa

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na manhã desta quinta-feira (05/02), uma operação para combater fraudes cibernéticas interestaduais que atingiram sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Poder Judiciário goiano. A ação foi conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), em trabalho integrado com o Núcleo de Inteligência do Tribunal de Justiça de Goiás e as polícias civis de Minas Gerais e do Distrito Federal.

As investigações apuram a inserção de mandados de prisão falsos em bancos de dados oficiais e em processos judiciais eletrônicos do Judiciário de Goiás. Entre os materiais fraudulentos identificados estão documentos que simulavam decisões judiciais, dando aparência de legalidade a informações que não eram verdadeiras.

De acordo com a Polícia Civil, os criminosos chegaram a utilizar indevidamente nomes de autoridades, entre eles o do presidente da República e o de um ministro Supremo Tribunal Federal. O uso desses nomes contribuiu para que o caso ganhasse repercussão em todo o país.

O esquema fraudulento expõe vulnerabilidades em sistemas judiciais eletrônicos e o risco de desinformação em larga escala. A inserção de dados falsos em plataformas oficiais pode causar sérios danos à imagem de autoridades e à credibilidade das instituições.

As investigações buscam identificar os autores e as motivações por trás da ação criminosa. A polícia trabalha com a hipótese de que o objetivo poderia ser a desestabilização institucional ou a criação de fake news com alto impacto político.

O caso deve ser tratado como um crime cibernético de alta complexidade, com potencial de causar danos à democracia e à segurança jurídica. A colaboração interestadual é fundamental para o desmantelamento da rede criminosa.

Foto: PCGO


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