Polícia prende envolvidos por crime em Matrinchã
Redação DM
Publicado em 15 de julho de 2016 às 01:38 | Atualizado há 10 anosEx-secretário e um amigo foram presos por suspeita de participarem do homicídio do prefeito e primeira-dama da cidade
O ex-secretário de finanças de Matrinchã Hélio Alves Soyer, de 67 anos, foi preso na manhã de quarta-feira, dia 13, pela Polícia Civil por ser um dos suspeitos de matar o prefeito Daniel Antônio de Souza e a esposa dele, Elizeth Bruno de Bastos. O crime aconteceu em agosto de 2015, na chácara onde moravam as vítimas, que foram encontradas degoladas e com os corpos ensanguentados.
Além de Hélio Soyer, foi preso um homem de 52 anos, conhecido por ser seu amigo e que também teve participação no assassinato. Segundo a investigação, esse homem trabalha como pedreiro de uma empresa prestadora de serviços da prefeitura. Na época, o crime chamou a atenção da cidade de 8 mil habitantes pela barbárie, além de também não existirem vestígios de que o crime era um latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte.
O delegado que lidera as investigações, Valdemir Pereira da Silva, disse que ambos foram detidos em cumprimento a um mandato de prisão temporária. Segundo a Polícia Civil, os dois foram presos temporariamente porque estavam atrapalhando a investigação, visto que Hélio mentiu em seu interrogatório. A polícia ainda não sabe a motivação do assassinato. Ela trabalha com a hipóteses de razão política ou pessoal.
Na época do crime, o advogado do ex-secretário de Finanças disse que o cliente confessou o crime, que foi motivado por um desentendimento com a vítima. “A motivação trata-se de problemas administrativos entre o prefeito e ele, que culminou em uma briga pessoal”, esclareceu o defensor Douglas Dalto.
Ainda de acordo com o advogado, o duplo homicídio aconteceu após ele se defender de uma agressão do prefeito. “O prefeito tentou agredi-lo com uma marretinha. Ele conseguiu tirar da mão dele e reagiu, o agredindo, mas ele acabou perdendo da cabeça”, argumentou. Já a esposa do prefeito, Elizeth, morreu ao entrar no meio da briga dos dois e tentar defender o marido. Segundo a polícia, as vítimas foram encontradas com os pescoços cortados na chácara em que moravam.
O crime
No dia 4 de agosto de 2015, o prefeito e a primeira-dama de Matrinchã foram encontrados mortos na chácara em que moravam, a sete quilômetros da cidade. O primeiro a chegar no local do crime foi o motorista da prefeitura, Reginaldo Jorge. A pedido do assessor de Elizeth Bruno, ele foi até a agrovila para buscar uma máquina fotográfica e saber o motivo do atraso. Ao ver o carro da família aberto e o barulho da cadela no interior da residência, ele avisou Cleyb Bueno, secretário da Administração de Matrinchã, que foi ao local com o assessor jurídico da prefeitura.
Rastros de sangue foram encontrados do lado de fora da residência. Para a polícia, as marcas indicam que pelo menos uma das vítimas foi morta na parte externa da residência e arrastada para dentro da casa. Policiais militares chegaram à chácara por volta de 9 horas da manhã e isolaram o local. Agentes da Polícia Civil encontraram uma foice cravada em uma árvore da chácara e analisam se o objeto foi utilizado para matar o casal.
O duplo assassinato comoveu a cidade. Os corpos do prefeito e da primeira-dama foram enterrados no dia 5, no Cemitério Municipal de Matrinchã. O sepultamento reuniu milhares de pessoas.