Cotidiano

Polícia reprime manifestção contra aumento da passagem com bombas

Redação DM

Publicado em 12 de janeiro de 2016 às 05:45 | Atualizado há 11 anos

SÃO PAULO – A Polícia Militar repremiu com bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio a manifestação contra o aumento da passagem de ônibus. O confronto começou quando os manifestantes tentaram passar pelo bloqueio e foram encurralados pelos policiais. A tensão aumentou e a polícia tentou dispesar o grupo com bombas.

O impasse ocorreu porque o grupo, liderado pelo Movimento Passe Livre (MPL), tentou seguir em direção ao Largo da Batata, em Pinheiros. Os policiais queriam que a manifestação seguisse em direção a Praça da República, no centro da capital. É a segundo ato em 2016 que ocorre confronto. Há quatro dias, cerca de cinco mil pessoas foram às ruas na capital paulista contra a nova tarifa de R$ 3,80.

Devido às consequências dos protestos da última sexta-feira, que terminou em confronto com manifestantes e policiais feridos, o prefeito Fernando Haddad (PT) pediu ao Ministério Público Estadual que faça um acordo entre MPL e Polícia Militar para evitar novos conflitos.

Haddad quer que os manifestantes antecipem o trajeto dos atos e, em troca, a polícia abriria mão do envelopamento, cordões formados por policiais para isolar o grupo.

Os manifestantes começaram a se reunir, por volta das 17h, na Avenida Paulista, na altura da Praça do Ciclista, no centro da capital. Quem chegava para participar do protesto pela estação Paulista do metrô era revistado pela PM. Até o momento, um manifestante, identificado como Flávio Ribeiro, foi detido pela polícia portando corrente e uma tesoura na mochila.

Pela manhã, representantes do MPL fizeram outro protesto relâmpago contra o reajuste da tarifa de ônibus, trens e metrô. Eles fecharam o terminal Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, o protesto no terminal de ônibus começou às 7h40m e terminou às 9h, com a dispersão do grupo, sem confrontos. De acordo com a SPTrans, cerca de dez manifestantes impediram a saída dos coletivos do local das 7h55m às 8h10m.

Na segunda-feira, integrantes movimento também fecharam por 4 minutos os terminais de ônibus Bandeira (Centro) e Pinheiros (Zona Oeste), na capital. Além da volta do sistema de rodízio de veículos, o protesto complicou ainda mais o trânsito na cidade.

Na sexta-feira, dia dos primeiros atos do MPL, os manifestantes entraram em confronto com a polícia e o protesto terminou com 17 pessoas detidas. Houve depredação e destruição de ônibus em ruas do Centro.

Os bilhetes unitários do ônibus, metrô e trem subiram de R$ 3,50 para R$ 3,80 neste sábado, em São Paulo.

*estagiário sob a supervisão de Flávio Freire

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