Prefeitos de 16 capitais entregam a Dilma carta contra impeachment
Redação DM
Publicado em 14 de dezembro de 2015 às 04:00 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff recebeu, na tarde desta segunda-feira, apoio de prefeitos de 16 capitais, que assinaram uma carta em repúdio ao processo de impeachment. O documento foi entregue à presidente durante reunião no Palácio da Alvorada. Seis prefeitos, entre eles Eduardo Paes (PMDB-RJ), participaram do encontro. Embora tenham assinado o manifesto, os prefeitos de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), e de São Paulo, Fernando Haddad (PT) alegaram problemas de agenda e não compareceram.
A carta diz que Dilma Rousseff tem demonstrado “retidão institucional e compromisso público no exercício de suas funções” e que a análise do pedido de afastamento da presidente pela Câmara dos Deputados se “inicia eivada de vícios”. Segundo o documento subscrito pelos prefeitos, “não há atos ou fatos que respaldem o início de um processo dessa natureza”. A peça, segundo a carta, “se apoia em ilações e suposições que tentam sem consistência jurídica imputar responsabilidade à presidenta”.
Além de Paes, encontraram-se com Dilma na tarde desta segunda-feira os prefeitos de Palmas, Carlos Enrique Franco Amastha (PSB); de Macapá, Clécio Luís Vilhena Vieira (sem partido); de Campo Grande, Alcides Bernal (PP); de Fortaleza, Roberto Claudio Rodrigues Bezerra (PDT); e de Goiânia, Paulo Garcia (PT). Dois ministros acompanharam a reunião, Jaques Wagner (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Secretaria-Geral da Presidência).
Fortunati, um dos articuladores do encontro, perdeu o voo que saía de Porto Alegre e não pôde ir à reunião. A presidente Dilma chegou a ligar para Fortunati, pedindo sua presença, mas a viagem não foi possível. Já Haddad foi convidado por Paes neste domingo e pretendia sair de São Paulo às 15h. O prefeito da capital paulista, porém, seria ouvido pela CPI dos Maus-Tratos a animais no seu gabinete. Como a agenda demorou a começar, cancelou a viagem a Brasília.
A carta entregue pelos prefeitos diz ainda que “as dificuldades pelas quais passa o Brasil não serão superadas a partir do desrespeito à ordem constitucional”. Segundo eles, “um processo com essas características fere e desestabiliza o País”. Por fim, os políticos dizem que o debate deve se apoiar no “resultado das urnas nas últimas eleições.”