Cotidiano

Presidente tcheco duvida da integração de muçulmanos na Europa

Redação DM

Publicado em 18 de janeiro de 2016 às 09:01 | Atualizado há 11 anos

PRAGA — Reforçando sua posição contra a recente onde migratória na Europa, o presidente tcheco, Milos Zeman, afirmou no domingo que a integração dos muçulmanos no continente é praticamente impossível, pedindo que os refugiados permaneçam em seus países de origem. Zeman, de 71 anos, também fez um apelo para outros líderes europeus não aceitarem grupos de imigrantes, alertando que a introdução deles poderá gerar uma nova onda de agressões, citando os recentes casos de violência sexual na cidade alemã de Colônia.

— A experiência dos países da Europa Ocidental, onde há guetos e aldeias excluídas, mostra que a integração da comunidade muçulmana é praticamente impossível — declarou o presidente, em um vídeo publicado no site do jornal “Blesk”. — Vamos deixá-los viver sua própria cultura em seu país e não vamos introduzi-los na Europa, ou isso acabará como Colônia.

Essa não é a primeira declaração polêmica de Zeman, de 71 anos, em relação aos imigrantes. Na sua mensagem de Natal, o presidente disse que os jovens imigrantes da Síria e do Iraque deveriam se unir na luta contra o Estado Islâmico em vez de irem para a Europa.

— Estou profundamente convencido de que estamos enfrentando uma invasão organizada e que não é um movimento espontâneo de refugiados — disse Zeman na mensagem natalina. — Pergunto-me por que estes homens não pegam em armas para lutar pela liberdade de seu país.

Mais de um milhão de imigrantes chegaram à Europa em 2015, muitos deles fugindo da violência em Afeganistão, Iraque e Síria, segundo a Agência da ONU para os refugiados. No entanto, poucos pedem asilo na República Checa, com a maioria deles tentando chegar a países ricos, como a Alemanha.

A gestão da crise migratória gerou atritos entre os sócios europeus, e o governo tcheco e eslovaco rejeitaram o sistema europeu de cotas para distribuir os refugiados.

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