Cotidiano

Previsão do tempo em Goiás preocupa

Redação DM

Publicado em 16 de agosto de 2016 às 02:12 | Atualizado há 1 ano

Calor, sol forte, clima seco e baixa umidade do ar. Essa tem sido a realidade dos dias dos goianienses no mês de agosto. Situação que tem deixado as pessoas inquietas e preocupadas com a saúde. Em Goiânia, a meteorologia prevê que os termômetros fiquem entre 19ºC e 34ºC, previsão para os próximos dias.

De acordo com informações do Sistema de Meteorologia e Hidrologia do Estado de Goiás (Simehgo) em decorrência da última frente fria que chegou ao Estado, especificamente próximas à Capital, foi o que possibilitou a ocorrência de pequenos chuvisqueiros em algumas regiões.

Ontem (15) estava prevista a entrada de outra frente fria no Estado vinda do Paraná, Região Sul do País. Esta poderá ser uma influência que também gerará mais chuvas fraca na região centro leste do Estado de Goiás. Em cidades como Goiânia, Cristalina e Formosa poderão ocorrer pancadas de chuvas isoladas.

O órgão esclareceu que mesmo com a nebulosidade formadas nos últimos dias a probabilidade de chuva ainda é pouca. A expectativa de chuvas mesmo só ocorrerá para meados de outubro, caso contrário, a previsão é apenas de pancadas de chuvas isoladas.

 

Doenças respiratórias

Se o tempo seco incomoda os adultos, imagine as crianças. A saúde dos pequenos exige maior atenção porque elas têm o sistema respiratório mais vulnerável e a sobrecarga nos pulmões em desenvolvimento pode levar ao aparecimento de problemas respiratórios mais facilmente. Eles fazem parte do grupo que sente os impactos com mais intensidade, assim como os idosos.

A estudante universitária Maria Eugênia Rodrigues, por exemplo, contou à reportagem que devido ao clima seco há duas semanas seu bebê, de um ano e dois meses, ficou gripado e ainda está tossindo, principalmente à noite. Para minimizar os danos causados pelo tempo seco à saúde do filho, a jovem procura alternativas práticas que têm dado certo.

“Os cuidados que tenho com ele é passar rinosoro, passei a dar mais banhos, trocar fraldas com mais frequência, e ele passa mais tempo mamando e tomando água. Ofereço água e acaba sendo divertido para ele porque ele acha legal tomar água sozinho no copinho. Fora isso ele não teve nenhum problema com falta de hidratação”.

Para se ter uma ideia da gravidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que o ideal seria 60% de umidade do ar, mas em setembro do ano passado, o Estado de Goiás chegou a registrar 11%, conforme informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Os problemas respiratórios se agravam nessa época porque, com a diminuição da umidade, mais partículas ficam em suspensão no ar e são inaladas pelas pessoas.

Entre os elementos que acometem principalmente o grupo mais sensível – crianças, idosos e também gestantes e doentes crônicos – estão ácaros, o enxofre que sai do escapamento de veículos, partículas de poeira, restos de materiais queimados e outros.

“Consequentemente, o muco que ajuda a proteger o organismo de infecções fica espesso devido a desidratação das células e a limpeza das vias respiratórias é prejudicada”, explica a pediatra e diretora técnica do Hospital Materno Infantil (HMI), Sara Gardênia. Assim, as estruturas responsáveis pelo transporte do ar no corpo humano se tornam mais secas em relação ao habitual e inflamam, o que facilita a colonização por vírus e bactérias responsáveis por infecções – o cenário favorece a aderência desses agentes às células ressecadas.

De acordo com ela, é por isso que as pessoas com problemas respiratórios são as principais afetadas pelo tempo seco. Apenas no HMI, de janeiro a abril de 2016, foram registrados 1.894 atendimentos mensais motivados pela baixa umidade do ar associada à mudança brusca de temperaturas baixas à noite e quentes durante o dia. O número está bem acima do verificado em todo o ano de 2015 que contabilizou 1.941 casos por mês. No ano anterior, em 2014, foram 1.444 registros mensais e, em 2013, 1.171 casos por mês.

A época é propícia para piorar ou mesmo desencadear sintomas de doenças do gênero, como tosse seca, chiado, crises de rinite alérgica e falta de ar. Na lista de principais doenças desse período estão a rinite alérgica, asma, alergia respiratória, viroses, faringite e sinusite. Para minimizar ou prevenir o desgaste, medidas simples como hidratação frequente apresentam resultados positivos. “A ingestão de líquidos (água, sucos de frutas naturais e água de coco) e também a lubrificação das narinas com soro fisiológico são bastante significativas”, afirma a médica.

Aliado a isso, manter toalha molhada, umidificador ou uma bacia com água no quarto no período noturno aumenta a umidade e garante qualidade ao sono. A profissional orienta que, em casos mais graves ou quando os sintomas persistirem por mais de uma semana, é importante procurar auxílio médico.

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