Cotidiano

Programa da Equatorial Goiás abre inscrições para capacitação de mulheres empreendedoras

Redação Online

Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 14:02 | Atualizado há 4 meses

Iniciativa Energia Feminina recebe candidaturas até 5 de março e busca ampliar renda de mulheres em situação de vulnerabilidade

A Equatorial Goiás mantém abertas até 5 de março as inscrições para o programa Energia Feminina, iniciativa voltada à capacitação produtiva e à geração de renda de mulheres em situação de vulnerabilidade social. O projeto aposta no empreendedorismo feminino como instrumento de autonomia econômica e transformação social.
O lançamento do programa ocorre em um cenário de expansão do empreendedorismo entre mulheres no País. O Brasil já soma mais de 10,4 milhões de mulheres à frente de negócios próprios, segundo levantamentos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. As mulheres representam cerca de 34% dos donos de negócio, com crescimento superior a 40% desde 2012. Apesar do avanço, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e do Sebrae indicam que empreendedoras ainda enfrentam obstáculos estruturais, como menor acesso a crédito e renda média inferior à dos homens em atividades semelhantes.


Desenvolvido pelo Instituto Equatorial em parceria com o Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável, o Energia Feminina combina capacitação técnica, mentorias especializadas, formação em eficiência energética e acesso a capital semente para impulsionar negócios liderados por mulheres.
Relatórios do Global Entrepreneurship Monitor indicam crescimento consistente da participação feminina no empreendedorismo desde o início dos anos 2000. Estudos da International Finance Corporation apontam que negócios comandados por mulheres tendem a ampliar investimentos familiares em educação, consumo local e segurança econômica quando contam com apoio técnico e acesso a financiamento. Antes de chegar a Goiás, o programa foi executado no Pará e no Piauí. Segundo dados do Instituto Equatorial e do CIEDS, 50% das participantes dobraram a renda mensal após o ciclo de formação, enquanto 51% iniciaram novos negócios ou ingressaram no mercado de trabalho. As feiras realizadas ao fim das capacitações reuniram mais de 2,2 mil pessoas e movimentaram cerca de R$ 23 mil em vendas e prospecções comerciais.


O Energia Feminina foi lançado oficialmente em Goiânia em 23 de janeiro de 2026. Na ocasião, o presidente da Equatorial Goiás, Lener Jayme, afirmou que o empreendedorismo feminino produz efeitos que extrapolam o negócio individual. “O Energia Feminina foi desenhado para gerar impacto concreto. Quando a mulher amplia renda, o território inteiro sente esse efeito. É um investimento que transforma capacitação em atividade econômica e fortalece a relação da empresa com a sociedade”, disse. Para a coordenadora do Instituto Equatorial, Janaína Ali, a iniciativa foi estruturada a partir da escuta das mulheres atendidas. “A autonomia financeira é um caminho concreto de transformação social. O programa nasce das vivências dessas mulheres e foi desenhado para gerar renda, sustentabilidade e permanência no mercado”, afirmou.


Além do impacto econômico, as edições anteriores apontaram mudanças no cotidiano das participantes. Cerca de 38% passaram a adotar práticas de eficiência energética após as formações, reduzindo despesas domésticas, sobretudo entre mulheres cadastradas na Tarifa Social de Energia Elétrica.
Em Goiás, o programa prevê inicialmente a participação de 112 mulheres na primeira fase, com formações em empreendedorismo, planejamento de negócios, gestão financeira, marketing, vendas, sustentabilidade e eficiência energética. Dessas, 52 avançarão para a segunda etapa, que inclui mentorias individuais, consultorias especializadas e acesso a capital semente.


As inscrições são gratuitas e destinadas a mulheres em situação de vulnerabilidade atendidas pela Equatorial Goiás, inscritas no CadÚnico ou encaminhadas pela assistência social. O cadastro deve ser feito até 5 de março por meio do formulário disponível nos canais digitais do Instituto Equatorial e no site do CIEDS. Após a inscrição, a equipe do projeto agenda entrevistas individuais para orientação sobre a documentação necessária.

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