Cotidiano

Rede de farmácias é condenada a pagar R$ 56 mil por racismo contra funcionária

Redação Online

Publicado em 12 de setembro de 2025 às 16:03 | Atualizado há 9 meses

A rede Raia Drogasil foi condenada a pagar R$ 56 mil de indenização por danos morais à ex-funcionária Noemi Ferrari, vítima de racismo em seu primeiro dia de trabalho em uma farmácia de São Caetano do Sul em 2018. O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação do vídeo com as agressões.

As imagens mostram uma superior hierárquica apresentando Noemi aos colegas com frases racistas: “Tá escurecendo a nossa loja? Tá escurecendo. Acabou a cota, tá? Negrinho não entra mais”. A funcionária ainda ironizava as tarefas que a nova colaboradora executaria.

Noemi relatou que permaneceu na empresa por necessidade financeira após a morte do pai e chegou a ser promovida a supervisora em 2020. Somente após demissão em 2022, decidiu buscar justiça através da ação trabalhista.

O TRT da 2ª Região manteve a condenação, rejeitando a tese de “brincadeira” apresentada pela defesa. A juíza Erotilde Minharro destacou que “racismo recreativo é tão ofensivo quanto qualquer outra prática discriminatória” e confirmou a responsabilidade da empresa.

O episódio expõe a persistência do racismo estrutural no ambiente corporativo brasileiro. A decisão judicial estabelece importante precedente contra práticas discriminatórias disfarçadas de “brincadeira” no trabalho.

Vídeo: Instagram/ @noemisferrari

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