Cotidiano

Registro de latrocínios cai 24% em Goiás

Redação DM

Publicado em 21 de janeiro de 2016 às 19:30 | Atualizado há 10 anos

O registro de latrocínios (quando se mata para roubar) teve queda expressiva em Goiás durante 2015, atingindo o menor patamar dos últimos três anos. Com 24,3% casos a menos que em 2014, o número ficou também abaixo do computado em 2013. Segundo dados do Observatório de Segurança da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária, foram 93 casos no ano passado.

A mesma tendência foi registrada em Goiânia. A capital obteve diminuição de 24,4% no registro de latrocínio durante 2015. De acordo com o Observatório, foram 23 em todo o ano. Em 2014, haviam sido 29.

 A redução foi ainda mais significativa no Entorno do Distrito Federal. A região, considerada uma das mais carentes do Estado, teve, em 2015, o menor número de latrocínios da série histórica (veja quadro), iniciada em 2011 com a estruturação da Gerência de Análise de Informações, criada pela SSPGO para apuração e análise dos dados criminais e de violência baseadas em metodologia científica. Atualmente, a gerência foi incorporada pelo Observatório de Segurança.

O recuo no número de latrocínios em Goiás ocorre concomitantemente ao aumento da produtividade das forças policiais no Estado. Em 2015, foram realizadas 88.686 operações policiais, o que representa uma elevação de 56,4% diante das 56.683 de 2014. Já a quantidade de autos de prisões em flagrante subiu de 21.318 para 26.014 no mesmo período – um acréscimo de 22%. Essas ações culminaram na retirada de 4.023 armas de fogo irregulares de circulação.

Em Goiânia, o aumento de operações foi ainda maior: 217% em 2015 no comparativo com 2014. No ano passado, foram 52.513 operações policiais. No ano anterior, 16.519. Já em relação aos autos de prisão em flagrante, o salto foi de 11,2%, passando de 4.519, em 2014, para 5.025, em 2015.

No Entorno do DF, que engloba 19 municípios, foram realizadas 15.149 operações policiais ano passado – um aumento de 27% em relação a 2014, quando foram 11.916. Ao mesmo tempo, os autos de prisão em flagrante subiram de 4.027 para 4.697 (ou 16,6%).

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