Remédio vencido põe saúde em risco
Redação DM
Publicado em 21 de novembro de 2015 às 20:55 | Atualizado há 1 anoA quinta fase da Operação Tarja Preta realizada ontem, em uma ação conjunta da Delegacia do Consumidor (Decon) com a Vigilância Sanitária de Goiânia interditou duas farmácias clandestinas, localizadas no Setor Itatiaia, região leste da capital, e no Jardim Itaipu, na região Oeste, por vender remédios vencidos e não terem alvará de funcionamento.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Webert Leonardo Lopes, a Operação Tarja Preta vistoriou várias drogarias, mas as que apresentaram maiores irregularidades foi a drogaria do Jardim Itaipu que estava funcionando clandestinamente, com ausência de um profissional farmacêutico e a presença de produtos vencidos.
“Foram encontrados produtos vencidos, inclusive para recém-nascido. O lugar também estava desprovido de mínima higiene, com uso de medicamentos injetáveis no local e parte dos medicamentos com suspeita de adulterações”, informou o delegado.
Em outro estabelecimento onde a ação foi deflagrada, na Drogaria Araújo, localizada no Setor Itatiaia, Webert descreve que, foram encontrados produtos vencidos com suspeita de vendas de medicamentos de uso controlado sem receituário médico. Suspeita-se ainda de uso de documento falso para obtenção de medicamentos nas distribuidoras, além de funcionamento clandestinamente.
O delegado Webert pontua que a Operação Tarja Preta foi instaurada desde fevereiro pela Decon e visa reprimir o estoque e comércio ilícito de medicamentos controlados entre outros crimes. O delegado informou que neste período cerca de dez farmácias irregulares foram interditadas.
“A operação tem por finalidade reprimir a venda ilícita de medicamentos e demais produtos expostos á venda pelas drogarias que coloca em risco a vida do consumidor goiano. Reprimindo a venda ilícita desses produtos consequentemente nós estaremos tutelando a saúde do consumidor”, esclarece.
Webert informou que todos os responsáveis legais pelas farmácias responderam por crime contra as relações de consumo. Ele acrescenta que alguns responderam ainda por falsificação de documento, uso de documento falso e exercício irregular da arte farmacêutica, para os casos em que não havia a presença de um farmacêutico. “Nós temos um balanço positivo nesse ano de 2015”.
Consumidor atento

“O medicamento é uma droga que pode fazer bem ou mal, por isso que as autoridades sanitárias exige a presença do farmacêutico. A farmácia não é um comercio é um estabelecimento de saúde e por isso ela precisa ter um profissional de saúde que é atribuição privativa do farmacêutico” menciona.
Ernestina Rocha esclarece que o CRF faz a fiscalização, mas não tem autonomia para fechar o estabelecimento, neste caso informa ela que após a vistoria do órgão é feito uma autuação a farmácia, por parte do conselho e em um segundo momento o conselho encaminha a denúncia para as autoridades competentes para sejam tomadas as devidas providência.
“O usuário de medicamento tem que ser exigente, a gente recomenda que o cidadão compre somente em farmácia que tem um farmacêutico onde ele possa ser orientado, se não tiver o farmacêutico o cidadão deve sair e procurar outro estabelecimento. Nós temos uma estrutura de trabalho muito boa, os estabelecimentos farmacêuticos, no mínimo são fiscalizados quatro vezes ao ano, em todo o Estado”, conclui.