Cotidiano

Santa Casa paralisada

Redação DM

Publicado em 26 de janeiro de 2016 às 21:41 | Atualizado há 1 ano

Pela segunda vez em menos de um mês, os funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia entraram em greve. A paralisação começou na última segunda (25), por volta das 8h30 e se deve mais uma vez ao atraso de salários. Pacientes estão insatisfeitos com a ausência de atendimento, já que, apenas no primeiro dia de paralisação, mais de 400 consultas marcadas deixaram de ser feitas, bem como cerca de 16 cirurgias.

No dia 21 de dezembro do ano passado iniciava-se a primeira greve dos funcionários do hospital, que durou 5 dias. Os funcionários de todas as categorias da unidade protestavam contra o atraso de pagamento do salário do mês de novembro e da segunda parcela do décimo terceiro.

Dessa vez, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia informou em nota que efetuou o repasse dos valores para os prestadores do Sistema Único de Saúde (Sus), incluindo a Santa Casa de Misericórdia, na manhã de segunda-feira (25). Segundo as informações, foram repassados R$ 1,8 milhões.

A nota informa ainda que o montante não está na conta bancária do hospital por pendências tributárias da própria instituição, que precisa regularizar a situação para que a ordem bancária de transferência seja efetivada. Assim, a ausência de pagamento se deveria a um problema interno da própria Santa Casa.

O hospital, entretanto, informou que desconhece os débitos que a Prefeitura diz que precisam ser pagos. Em nota, a Santa Casa afirmou que no dia 15 de janeiro de 2016 a Superintendência de Cobrança da Divida Ativa emitiu Certidão Narrativa de Tributos Municipais com efeito de negativa, disponibilizando o número da certidão em questão (3.001.755-6), para conferência.

O informativo da Santa casa esclareceu também que na data de ontem (26/01), uma nova certidão foi emitida, (número 3.012.644-4) pela Diretoria de Cobrança da Divida Ativa, sendo que o o efeito também consta negativo, e sua validade é de 30 dias a partir da data de emissão.

Assim, o hospital aguarda o repasse do valor para quitar os salários dos funcionários, além de comprar medicamentos e insumos para a funcionalidade do hospital nos próximos dias.

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