Cotidiano

Secima discute energia solar em Goiás

Redação DM

Publicado em 8 de dezembro de 2016 às 01:56 | Atualizado há 10 anos

O secretário Vilmar Rocha (Secima) promoveu na manhã de ontem uma reunião para discutir, dialogar e avançar nas políticas públicas do Estado de Goiás para a geração e o consumo de energia solar. O governo já definiu a energia fotovoltaica como uma prioridade e a Secima agora trabalha na elaboração de um pacote de ações que irão compor o Programa Goiás Energias Sustentáveis. Na reunião, estiveram presentes o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, a superintendente de energia da Secima, Danúsia Arantes, a superintendente de licenciamento, Gabriela De Val, diretores da Celg G&T e empresários do setor.

“Abrimos esse canal de diálogo e discussão porque queremos elaborar um programa com ideias e soluções ousadas, criativas e que coloquem Goiás na ponta”, explicou o secretário Vilmar Rocha. “O governador Marconi Perillo definiu que a energia solar é uma prioridade e nós estamos trabalhando para tornar Goiás uma referência para o País”, ressaltou.

Goiás foi um dos primeiros Estados do Brasil, ao lado de São Paulo e Pernambuco, a isentar de ICMS a produção e consumo de energia de origem solar para micro e mini produtores e consumidores. Além disso, lembrou o secretário, o governo também já adotou a instalação de painéis fotovoltaicos nos conjuntos habitacionais feitos pela Agência Goiana de Habitação (Agehab) e trabalha para colocar painéis em prédios públicos como o Palácio Pedro Ludovico Teixeira, na Praça Cívica.

Na pauta da reunião desta quarta, o secretário Vilmar Rocha levantou alguns aspectos que precisam ser debatidos para que hajam avanços no setor. Entre eles, a tributação, financiamentos, isenções fiscais e simplificações nos licenciamentos ambientais para a instalação de usinas solares no Estado. “Queremos integrar com o setor privado e definir qual será o papel do governo de Goiás neste plano”, disse o titular da Secima. “Temos de definir as políticas e as regras para, de fato, inserir a energia solar na matriz energética de Goiás”.

Potencial

Presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia afirmou que a associação recebeu de forma “muito positiva o convite para participar das discussões e ajudar a levar Goiás para uma posição de destaque nacional”. Segundo ele, Goiás tem um enorme potencial de crescimento no setor e precisa explorar essa fonte de energia limpa e renovável. “Goiás é o 13º Estado no ranking de micro e pequena geração, mas, como é o Estado de melhor irradiação solar do Centro-Oeste, há um potencial enorme ainda para se explorar”, explicou.

Sauaia ressaltou ainda que os aspectos levantados pelo secretário Vilmar Rocha são de fato fundamentais para o desenvolvimento da energia fotovoltaica em Goiás. “A Absolar tem discutido essas questões de isenção, tributação e financiamentos em todo o País e acreditamos que é possível pleitear, junto à Sudeco, uma linha de crédito específica para o setor, uma espécie de FCO Solar”, afirmou.

Em vários estados, o alto preço da energia elétrica e políticas de incentivos como a possibilidade de usar os recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) tem motivado a instalação de pequenos geradores de energia solar em residências. No Brasil, o número atual de pequenos geradores aumentou 40% na comparação com os cerca de 1,9 mil de dezembro de 2015, segundo a Absolar.

Apesar de a tecnologia ainda ter custo alto, dados da associação apontam que nos últimos 10 anos o investimento ficou 80% mais barato. Hoje o preço médio de uma microusina é de aproximadamente R$ 20 mil, sendo que o sistema é capaz de abastecer uma residência, de quatro pessoas, que tenha um consumo médio mensal da energia próximo a 300 kw/h. O retorno do investimento se dá entre seis e nove anos.

 

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