Seduce licita compra de Iphones no valor de R$ 8 mil
Redação DM
Publicado em 15 de julho de 2016 às 02:27 | Atualizado há 1 anoA Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) assinou licitação na terça-feira (12) para a compra de dois aparelhos Iphone 6 – nas cores rosa e prata – para o gabinete da secretária Raquel Teixeira e do superintendente executivo Ivo Cézar Vilela. O preço de cada aparelho está avaliado em R$ 4,431,60.
Segundo o órgão estadual, o pedido de compra dos aparelhos ocorre por conta da alta demanda de atividades que os servidores desempenham via internet. “Devido à grande necessidade de conexão online para execução das tarefas diárias que hoje é uma realidade que não mais está limitada ao ambiente da mesa de trabalho do usuário. Em diversas ocasiões, acessar emails, páginas da internet, enviar mensagens, consultar documentos e informações com agilidade e mobilidade tornam-se cada vez mais uma imposição”.
Comentários nas redes sociais questionavam a licitação de compra de Iphones sofisticados e com preço exacerbado para os executivos da Educação. Durante toda a tarde de ontem, a reportagem do Diário da Manhã procurou a secretária Raquel Teixeira para falar sobre a licitação, mas ela estava em viagem pelo interior do Estado e não se pronunciou até o fechamento dessa edição.
Uma fonte do governo afirmou no começo da noite ao Diário da Manhã que “todo equipamento comprado é autorizado pela equipe tecnológica do governo e que existe a necessidade para uso de equipamento sofisticado porque eles lidam com informações sigilosas”.
Piso salarial dos professores em falta
Professores de escolas estaduais lutam pelo cumprimento da lei que estabelece o pagamento do piso salarial. Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás (Sintego), a lei 11.738 de 2008 estabelece que o reajuste deverá ser atualizado, anualmente, no mês de janeiro, a partir de 2009 – ano em que começou a vigorar a determinação.
Este ano, os trabalhadores não receberam o reajuste de 11,38% previsto pelo Ministério da Educação. Além disso, segundo o Sintego, o governo estadual não pagou a data-base do servidor. “Estamos chegando em agosto e não tem previsão de reajuste. Portanto, há indicativo de greve para o mês de agosto, caso não mande para Assembleia Legislativa o projeto de reajuste até o final de julho”, afirma a assessoria.
De acordo com o Sintego, desde que foi implantada a lei que regulamenta o piso salarial nacional para os profissionais, o governo não cumpre com o reajuste. “O governo paga dividido, sendo os professores de ensino básico em janeiro e os professores com especialização e mestrado em maio. Não é correto isso”, afirma a assessoria de comunicação.