Sem vagas para estudantes
Redação DM
Publicado em 23 de novembro de 2016 às 00:35 | Atualizado há 10 anosA Prefeitura de Anápolis terá que encontrar urgentemente vagas em creches e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) para atender 15 crianças com alto grau de vulnerabilidade.
O requerimento para a Justiça é da promotora de Justiça Carla Brant Sebba Roriz através de ação civil.
Ela exige que a administração atenda ao pedido até o início do ano letivo de 2017.
O magistrado que julgar o caso decidirá a punição em caso de descumprimento; a promotora pede aplicação de multa diária de meio salário mínimo vigente por cada vaga não entregue no prazo delimitado.
Os responsáveis serão o prefeito e secretário de Educação, independente da troca de gestores que ocorrerá na virada de 2016 para 2017.
O mais grave da cobrança da promotora, todavia, é o déficit apontado na ação, que, segundo o MP, chegaria a 5,5 mil vagas na educação infantil da cidade.
“É inevitável dizer que, se a situação não for de imediato estancada, crianças estarão em risco, posto que, além da vulnerabilidade social reconhecida, estão sem acompanhamento escolar, direito basilar do cidadão”, afirma a promotora.
ESTRUTURA
Conforme o MP-GO, Anápolis tem 19 Cmeis e quatro escolas.
O município atenderia um total de 2.380 crianças, mas existiria fila com 5,1 mil delas aguardando acesso à educação infantil.
“O município, expressamente, reconhece a existência desta demanda não atendida”, diz Carla Brant.
POLÍTICA
A ação do Ministério Público requer que a prefeitura reestruture completamente a política pública voltada à educação infantil, tendo em vista, principalmente, atender a demanda reprimida da faixa etária de 0 a 3 anos.
As mudanças propostas pelo MP têm prazo para serem cumpridas: 48 meses.
Em um ano (até 31 de janeiro de 2018), serão criadas 1,5 mil vagas.
O MP-GO requer ainda 1,5 mil até 31 de janeiro de 2019; 1,5 mil até 31 de janeiro de 2020 e, por fim, mil até 15 de janeiro de 2021.