Cotidiano

Servidores exigem reajuste salarial e melhores condições de trabalho

Redação DM

Publicado em 13 de junho de 2015 às 02:31 | Atualizado há 11 anos

Os trabalhadores técnico-administrativos em Educação (TAEs) pretendem continuar com manifestos para chamar a atenção dos salários precários e dos serviços prestados em órgaos como o Hospital das Clínicas (HC). Na quinta-feira (11), eles realizaram a paralisação dos serviços por uma hora.

O ato fez parte da mobilização da greve da categoria, deflagrada no dia 28 de maio, e teve início às 6h30, com o fechamento do portão do ambulatório.

A manifestação dos trabalhadores teve o objetivo de chamar a atenção da sociedade e do governo federal para a pauta de reivindicações da greve nacional. Além disso, foram levantadas as dificuldades dos cerca de mil trabalhadores do HC em desempenhar as suas funções. A falta de medicamentos e instrumentos, bem como as deficiências do espaço físico não são novidade na rotina dos TAEs do hospital. Segundo os servidores, os problemas, entretanto, se agravaram desde que a Universidade cedeu a gestão do HC à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) no final do ano passado.

 

MIL PACIENTES

O Hospital das Clínicas atende, diariamente, cerca de mil pacientes todos os dias. O Coordenador de Saúde do Trabalhador do Sint-Ifesgo, João Pires, afirmou que, caso a negociação com o governo continue travada, o movimento irá radicalizar a greve no HC. “O Ministério do Planejamento afirmou que só há previsão de reajuste para o ano de 2017”, afirmou Pires. “Nós estamos pedindo uma reposição salarial de 27,3%, que são as perdas inflacionárias que sofremos de 2010 pra cá. Temos responsabilidade com os atendimentos essenciais do hospital, mas, se a postura de intransigência do governo persistir, seremos obrigados a suspender o funcionamento do HC por tempo indeterminado”, frisou.

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