Cotidiano

Síria acusa coalizão dos EUA de atacar Exército de Assad

Redação DM

Publicado em 7 de dezembro de 2015 às 10:40 | Atualizado há 11 anos

BEIRUTE – A Síria acusou a coalizão liderada pelos Estados Unidos nesta segunda-feira de conduzir ataques contra um acampamento do Exército sírio deixando três mortos e 13 feridos na província de Deir al-Zor. Autoridades da aliança americana, no entanto, negam a informação. O governo sírio classificou a ação de quatro jatos dos aliados como um ato de agressão. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Síria, três veículos blindados, quatro carros militares e um armazém de armas e munições foram destruídos.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), grupo de monitoramento do conflito no país, relatou que jatos possivelmente da coalizão atingiram o campo militar de Saeqa, perto da cidade de Ayyash, em Deiral-Zor. O ataque teria acontecido nas últimas 24 horas. O representante do governo americano na coalizão, Brett McGurk, afirmou no Twitter, no entanto, que “relatos de envolvimento da coalizão são falsos”.

O coronel Steve Warren, porta-voz da coalizão em Bagdá, no Iraque, afirmou que a aliança conduziu quatro ataques em Deir al-Zor no domingo, contra pontos de poços de petróleo, que é a principal fonte de renda do Estado Islâmico a partir do contrabando. A coalizão visa atingir alvos do grupo extremista na Síria e no Iraque e qualquer impasse com o governo da Síria poderia complicar a situação do conflito na região, que já dura mais de quatro anos.

— Nossos bombardeios foram aproximadamente a 55 quilômetros do sudeste de Ayyash. Nós não atingimos nenhum veículo ou alvo de equipes. Não temos indicação da presença de qualquer soldado sírio perto dos ataques — declarou Warren.

O Ministério das Relações Exteriores afirmaram que os jatos dispararam nove mísseis contra o campo do Exército, segundo informações da televisão estatal. O órgão do governo enviou cartas ao secretário-geral e ao chefe do Conselho de Segurança da ONU, condenando as “agressões flagrantes”, informou a agência estatal SANA e pedindo “ação imediata para tomar medidas necessárias para evitar uma repetição” do incidente.

Os ataques “confirmam mais uma vez que a coalizão americana não tem seriedade e confiança (necessária) para combater o terrorismo de maneira efetiva”, defendeu o Ministério.

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