Tempo seco aumenta ressecamento e coceira na pele. Saiba como evitar problemas
Léo Carvalho
Publicado em 17 de agosto de 2026 às 13:52 | Atualizado há 1 hora
Tempo seco pode aumentar a perda de água da pele e provocar ressecamento, coceira e descamação | Foto: Divulgação
Com a chegada do período de estiagem em Goiás, a baixa umidade do ar exige atenção também com a saúde da pele. O tempo seco favorece a perda de água, deixando a pele mais ressecada, áspera e suscetível a coceiras, irritações e pequenas lesões. Quem já possui doenças dermatológicas, como a dermatite atópica, pode sentir os efeitos com maior intensidade.
De acordo com a dermatologista Bruna Alarcon, do Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) de Goiânia, a desidratação da pele pode desencadear um ciclo de coceira e lesões.
“Durante o período de tempo seco, a pele perde mais água e fica desidratada. Esse ressecamento favorece a coceira e, ao coçar, a pessoa machuca a pele, criando um ciclo que pode agravar ainda mais o problema”, explica.
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Embora pessoas com doenças dermatológicas estejam mais sujeitas a complicações, o ressecamento pode atingir qualquer pessoa durante a estiagem. Os primeiros sinais costumam ser pele opaca, áspera e com aspecto esbranquiçado ou acinzentado. Em situações mais intensas, podem aparecer vermelhidão, descamação, pequenas feridas e crostas.
As pernas, as costas e a região lombar estão entre as áreas que costumam apresentar mais sintomas, mas o ressecamento pode atingir outras partes do corpo.
Banho quente pode piorar o ressecamento
Alguns hábitos comuns podem contribuir para a perda da proteção natural da pele. Banhos muito quentes, demorados ou frequentes, além do uso excessivo de buchas e sabonetes agressivos, podem retirar a camada de proteção da pele e aumentar o ressecamento.
“O banho é um dos principais aliados — ou vilões — da pele. Água muito quente, banhos longos e o uso excessivo de buchas e sabonetes agressivos retiram a proteção natural da pele e intensificam o ressecamento”, afirma a dermatologista.
A hidratação também deve fazer parte da rotina, especialmente depois do banho. O ideal é aplicar o produto quando a pele ainda estiver levemente úmida, ajudando a preservar a água e reforçar a barreira de proteção.
“O hidratante deve ser aplicado imediatamente após o banho. Dessa forma, ele ajuda a reter a umidade da pele e fortalece sua barreira de proteção”, orienta.
A especialista também recomenda manter uma ingestão adequada de água, evitar sabonetes muito detergentes e dar preferência a hidratantes mais consistentes, especialmente em creme. Pessoas que já possuem doenças dermatológicas podem precisar de produtos específicos, de acordo com avaliação profissional.

Mãos e pés precisam de atenção
As mãos estão entre as regiões mais expostas durante o dia e podem sofrer com o contato frequente com sabonetes, álcool em gel e produtos de limpeza. Por isso, a hidratação deve ser reforçada, principalmente antes de dormir.
Os pés também podem apresentar ressecamento, descamação, espessamento da pele e rachaduras durante o período seco.
“Não podemos esquecer das mãos e dos pés. Nas mãos, o ideal é reforçar a hidratação, principalmente antes de dormir. Já os pés também precisam de hidratação diária para evitar rachaduras, descamação e calosidades”, ressalta Bruna.
Quando procurar atendimento
O ressecamento pode ser controlado com mudanças na rotina e hidratação adequada, mas alguns sinais indicam que é necessário buscar avaliação especializada.
A recomendação é procurar um dermatologista quando houver ressecamento persistente, coceira intensa, vermelhidão ou surgimento de feridas, especialmente quando os sintomas não melhorarem mesmo após os cuidados.
“Se, mesmo após ajustar os hábitos e manter uma hidratação adequada, a pele continuar com vermelhidão, coceira intensa ou feridas, é importante procurar um dermatologista para avaliação e tratamento adequado”, conclui.