Cotidiano

Trabalhadores vão paralisar as reitorias da UFG, IFG e IF

Redação DM

Publicado em 7 de abril de 2015 às 02:53 | Atualizado há 11 anos

Os trabalhadores técnico-administrativos em educação irão paralisar, hoje, o serviço nas reitorias das três das Instituições Federais de Ensino Superior de Goiás. O ato é organizado pelo Sint-Ifesgo e faz parte da campanha salarial dos servidores públicos federais para o ano de 2015, que vai até o dia 9 de abril. Unidades e campus das instituições na Capital e no interior também serão paralisados por três dias.

Para a categoria, esse é um momento histórico. Nunca houve uma paralisação nas três reitorias simultaneamente. Na programação de hoje, consta que no IFG será realizado um ato político, na entrada da reitoria, às 7h. No IF Goiano, os trabalhadores irão promover uma discussão sobre a plataforma para os candidatos a reitor do instituto, no auditório da reitoria, às 8h. Já na UFG, a categoria vai realizar um debate sobre a implantação dos turnos contínuos, às 8h.

 

Reivindicações

A paralisação inicia um processo de pressão junto ao governo federal em busca de atendimento às demandas dos trabalhadores para a campanha salarial de 2015. Os Servidores Públicos Federais (SPFs) reivindicam um reajuste de 27,3%. Esse reajuste iria repor as perdas salariais que se acumulam desde 2010. Outras pautas levantadas pelos SPFs são: data-base em 1º de maio, negociação coletiva, paridade entre ativos, aposentados e pensionistas, isonomia dos benefícios entre os Três Poderes que incluem auxílio-alimentação, creche, plano de saúde e outros, retirada de projetos que atacam direitos trabalhistas e aprovação imediata de propostas de interesse dos servidores no Congresso Nacional e, aprimoramento da carreira (aumento de piso e step, racionalização dos cargos entre outros).

 

Negociação difícil

A decisão de paralisar as instituições veio após uma negociação frustrada entre trabalhadores e o Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), realizada em Brasília no dia 20 de março. Na ocasião, o governo federal afirmou não ser possível conceder o reajuste de 27,3%, uma vez que a situação econômica do país não permite que as perdas salariais sejam repostas. O ministro Nelson Barbosa afirmou, ainda, que a prioridade do governo, no momento, é estabilizar a economia.

Essa resposta não agradou os SPFs. Em nota, o Sint-Ifesgo afirma que, entre outras coisas, “o ajuste fiscal proposto pelo governo não faz nenhuma alteração na meta de superávit primário, que destina uma enorme quantidade de recursos para o pagamento dos juros da dívida pública. O governo está, deliberadamente, mantendo o lucro dos rentistas em detrimento da justa reposição dos trabalhadores públicos federais”.

A paralisação de três dias dos TAEs também é motivada pelo descumprimento do acordo da greve de 2014, firmado entre a categoria e o MEC. A Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Federais de Ensino Superior Públicas do Brasil já se reuniu duas vezes com representantes do ministério. Não houve, até o momento, nenhuma resposta do governo sobre a questão.

Além da paralisação, que tem início hoje, os trabalhadores estão discutindo o indicativo de greve por tempo indeterminado para o mês de maio, feito pela Fasubra. O Sint-Ifesgo está mobilizando e vai convocar toda a categoria a participar da paralisação.

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