Cotidiano

Três chineses são resgatados em operação contra trabalho escravo

Redação DM

Publicado em 25 de janeiro de 2016 às 00:25 | Atualizado há 11 anos

RIO – Auditores-fiscais do trabalho realizam nesta segunda-feira uma operação para apurar denúncias de trabalho análogo à escravidão, imigração ilegal e tráfico internacional de pessoas no Rio. Três funcionários chineses de uma pastelaria na Rua Raul Pompeia, em Copacabana, foram encaminhados para a sede da Superintendência do Ministério do Trabalho e Previdência Social, no Centro. No estabelecimento, foram encontrados condições insalubres e um colchão, levando a suspeita de que a pastelaria também servia de alojamento para os funcionários. No momento da abordagem, os três chineses estavam sem documentos.

A fiscalização desta segunda-feira faz parte da sétima etapa da chamada Operação Yulin, deflagrada em 2013. Na época, um funcionário chinês foi queimado com óleo quente e espancado numa pastelaria de Belford Roxo, onde também foi encontrada carne de cachorro congelada. Em todas as últimas etapas da operação, houve a constatação de situações de trabalho escravo.

Segundo a auditora-fiscal do trabalho e coordenadora do grupo de trabalho escravo urbano do Ministério do Trabalho e Previdência Social, Márcia Albernaz de Miranda, mais de 20 chineses já foram resgatados em mais de treze pastelarias diferentes no Rio.

– No caso dos chineses, o mais comum é encontrarmos uma jornada exaustiva de trabalho. Eles literalmente dormem e acordam nos estabelecimentos. Então, não tem qualquer controle. Outro elemento que caracteriza trabalho escravo são as dívidas contraídas de forma irregular. São as despesas por força de viagem e de entrada no país. Então, eles passam de dois a três anos tentando quitar essa dívida – explicou a auditora-fiscal do trabalho.

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