Três novos terroristas de Paris são identificados; belga seria mentor
Redação DM
Publicado em 16 de novembro de 2015 às 07:15 | Atualizado há 11 anosPARIS — Autoridades francesas identificaram nesta segunda-feira o belga Abdelhamid Abaaoud, atualmente na Síria, como o suspeito de ordenar os ataques em Paris na sexta-feira, segundo fontes próximas às investigações. Além dele, dois novos terroristas envolvidos nos atentados foram identificados. Um deles era o cidadão sírio Ahmad Al Mohammad, de 25 anos, que se explodiu no Stade de France, e o outro era um dos atiradores do Bataclan, o francês Samy Amimour, que nasceu no subúrbio de Drancy.
Segundo informações da Procuradoria, Mohammad chegou à Europa há um pouco mais de um mês junto com um grupo de refugiados. As pistas sobre ele surgiram depois que foi encontrado um passaporte ao lado de seu corpo. A autenticidade do documento ainda precisa ser comprovada, mas a Procuradoria indicou que existe uma compatibilidade entre as impressões digitais do suicida com as tomadas durante um controle na Grécia em outubro.
O segundo terrorista foi identificado como Samy Amimour, que nasceu em 1987 em Paris e vivia no subúrbio de Drancy. Ele já era conhecido pelas autoridades antiterroristas e foi indiciado em 19 de outubro de 2012 por tentar viajar ao Iêmen. O francês havia sido colocado sob controle judicial, mas após violar a ordem no fim de 2013, a polícia emitiu um mandado de captura internacional contra ele. Três pessoas de sua família foram detidas e são interrogadas.
Enquanto a França ainda se recupera dos ataques que deixaram ao menos 132 mortos, o primeiro-ministro Manuel Valls afirmou nesta segunda-feira que o país pode ser alvo de novos atentados nos próximos dias ou semanas. O premier disse ainda que outros atos terroristas estão sendo preparados contra outros países europeus.
— Vamos viver muito tempo com esta ameaça — advertiu Valls, em declarações à rádio RTL. — Os atentados foram organizados e planejados na Síria.
BUSCAS POLICIAIS
A polícia francesa realizou vasculhou durante a noite casas de supostos militantes islâmicos, com 168 buscas em cidade de todo o país e 104 pessoas em prisão domiciliar. Segundo o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, 23 pessoas foram detidas.
Uma das operações ocorreu no subúrbio parisiense de Bobigny. Em Lyon, cinco pessoas foram presas e armas foram apreendidas, incluindo um lançador de granadas, coletes, várias pistolas e um fuzil de assalto Kalashnikov.
— Estamos usando o panorama legal do estado de emergência para interrogar pessoas que são parte do movimento radical jihadista… e todos aqueles que advogam ódio à república — disse Valls.