Cotidiano

Venezuela critica acusações dos EUA sobre morte de político opositor

Redação DM

Publicado em 27 de novembro de 2015 às 01:20 | Atualizado há 11 anos

CARACAS – Integrantes do governo venezuelano afirmaram nesta sexta-feira que as declarações de John Kirby, porta-voz Departamento de Estado dos Estados Unidos, a respeito da morte do opositor Luis Manuel Díaz, são “insolentes e falsas”. Após o incidente na quarta-feira, os EUA pediram que Maduro pare com campanhas de medo, diante das eleições no país em 6 de dezembro.

“A República Bolivariana da Venezuela rejeita as declarações do porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, por serem ingerentes, insolentes e falsas”, escreveu a ministra das Relações Exteriores do país, Delcy Rodríguez, em conta no Twitter. “Pretender vincular um assassinato encomendado entre gangues criminais com o processo eleitoral venezuelano evidencia, além de má fé, desespero”, acrescentou.

Delcy afirmou ainda que “é deplorável também o apoio com que brinda o Departamento de Estado dos EUA às gangues criminais ligadas à oposição venezuelana”.

Na quinta-feira, o governo de Washington pediu “ao governo da Venezuela que proteja todos os candidatos políticos”, acrescentando que “campanhas de medo, violência e intimidação não têm lugar em uma democracia”.

Segundo a AFP, autoridades como o Alto Comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al-Hussein, também se manifestaram contra o episódio violento na Venezuela. Al-Hussein disse que o governo de Maduro deve proteger os políticos opositores e dissidentes, além de esclarecer a morte de Díaz, em comunicado.

“Peço às autoridades que garantam que a investigação do assassinato de Luis Díaz seja independente e imparcial, e que leve ante a justiça não apenas quem cometeu, como também os autores intelectuais deste crime”, afirma Zeid em um comunicado.

O dirigente Luis Manuel Díaz, secretário-geral da Ação Democrática (AD), foi atingido por tiros disparados de um carro em movimento enquanto participava de um ato de campanha na cidade Altagracia de Orituco, estado de Guárico, e não resistiu aos ferimentos. O presidente Nicolás Maduro diz que o assassinato foi um “lamentável acerto de contas entre grupos criminosos rivais”.

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