Vereador repercute fechamento de pronto-socorro da Santa Casa
Redação DM
Publicado em 15 de junho de 2021 às 15:06 | Atualizado há 5 anos
O fechamento do pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia de Anápolis para pacientes do SUS a partir de 1º de julho repercutiu na Câmara Municipal, através de questões levantadas pelo vereador Domingos Paula (PV) na sessão de segunda-feira (14).
Domingos disse que apesar de abrir mão de atender a população da cidade, a instituição, que é filantrópica, vem recebendo R$ 300 mil todo mês da Prefeitura de Anápolis. Ele frisou que há repasses do governo estadual – R$ 600 mil – e também emendas enviadas por deputados estaduais, federais e senadores.
O vereador comentou que parte da estrutura da Santa Casa está sendo reformada e como agente público ele quer saber se o dinheiro para a obra vem de atendimentos particulares ou das verbas que chegam via emendas.
A partir do fechamento do atendimento via SUS, Domingos quer saber também como ficam equipamentos que foram adquiridos com dinheiro público. “Ficam para o atendimento particular ou para filantrópica?”, questionou.
Outro ponto levantado diz respeito ao fato da administração anapolina manter convênio mensal com a Santa Casa, com repasses regulares, mas o pronto-socorro estar aberto para outras cidades. “Ou seja, quem paga a conta é só a população anapolina”, observou Domingos.
“Ficamos triste porque é uma filantrópica e desde quando entramos nessa Casa, vemos a luta do Executivo, de todos os prefeitos, de sempre fazer repasses àquela entidade. É uma luta também de todos os deputados estaduais, deputados federais e senadores, mandando emendas”, discursou.
O vereador comentou que hoje em dia nenhum hospital quer fazer atendimento pelo SUS, mas a maioria não tem perfil filantrópico, não recebe dinheiro como a Santa Casa recebe.
Informe
A decisão de interromper o atendimento pelo SUS foi comunicada pela Santa Casa através de um informe de três parágrafos. Segundo a entidade serão mantidos os atendimentos de emergência obstétrica e oncológica.
“Este serviço em atividade há mais de 25 anos, embora essencial à população, é subfinanciado, gerando grande prejuízo ao hospital. Há dois anos e de forma exaustiva, a Santa Casa vem apresentando esse grave problema aos gestores da saúde pública, contudo, sem solução”, diz o texto.
A entidade conclui: “a Santa Casa, na abertura do seu jubileu de 75 anos de fundação, agradece a todos os que se empenharam na luta pela continuidade desse serviço e reforça seu compromisso de oferecer o melhor de si à população”.
O pronto-socorro da Santa Casa atende clínica geral, ortopedia, cirurgia geral de emergência, cirurgia ortopédica de emergência e possui seis leitos de estabilização para casos graves.