Versão carioca do highline
Redação DM
Publicado em 16 de janeiro de 2016 às 03:05 | Atualizado há 11 anosRIO — Por ser uma cidade desenhada por montanhas, o Rio de Janeiro se torna um alvo de enorme potencial para o highline — como é chamada a prática do slackline feita com a fita a pelo menos cinco metros do chão. Nos costões da Avenida Niemeyer, por exemplo, dois pontos passaram a ser bastante frequentados pelos praticantes do esporte: na altura do Mirante do Leblon e na Praia do Sheraton.
Ontem, um grupo de mineiros chamava a atenção de quem passava próximo ao hotel. Paranaense radicado no Rio, Gideão Melo contou que o esporte já é praticado nesses dois locais há cerca de três anos. Gideão é uma das principais referências no país do highline. Na capital fluminense, ele foi pioneiro em “linhas” em diversos morros da Zona Sul.
— O highline começou a explodir no Rio em 2008. Normalmente, ele é praticado no topo das montanhas. Mas também pode ser feito em alturas medianas. Na Avenida Niemeyer, existe a vantagem de se andar sobre o mar, o que dá um charme diferente — explicou Gideão, que já percorreu uma fita de highline de 78 metros de comprimento no topo do Morro dos Cabritos.
Não existe uma legislação para a prática do highline no Rio. Segundo a Secretaria Especial de Ordem Pública, a modalidade é uma atividade esportiva, e não existe limitações para ela. Já a Secretaria municipal de Meio Ambiente informou que trabalha de acordo com demandas feitas por moradores e que nunca houve queixas contra o highline. No entanto, lembrou que não é permitido a prática do esporte em áreas de conservação, como parques e reservas.