Cotidiano

Vice de Maduro: ‘Mercenários de ultradireita podem matar Lilian Tintori’

Redação DM

Publicado em 28 de novembro de 2015 às 07:15 | Atualizado há 11 anos

CARACAS – Após a líder opositora e mulher de Leopoldo López, Lilian Tintori, denunciar que estava sendo alvo de tentativas de assassinato por parte do governo venezuelano, o vice-presidente do país afirmou que ela pode ser morta “em um complô da ultradireita”. Segundo Jorge Arreaza, Tintori — que vem denunciando abusos de Estado contra opositores — teve planos de morte interceptados.

— Temos a informação de que há mercenários que estão pagando de US$ 30 mil a US$ 50 mil para cometerem crimes políticos. Ela seria um dos alvos destas pessoas.

Arreaza afirmou que o governo ofereceu proteção a ela e a outros dirigentes opositores que aparecem como supostos alvos de tentativas de assassinato — o que chamou de “objetivos em branco para culparem o governo”.

Um dia após a morte do político opositor Luis Manuel Díaz em pleno ato, a ativista acusou o governo de tentar matá-la. A mulher de López, em uma turnê nacional denunciando abusos contra os direitos civis e divulgando o caso de seu marido, deu mais detalhes sobre o “terror, o assédio e a violência”.

— Foi tudo planejado. O encarregado de disparar esperou a imprensa sair antes de fazê-lo — acusou Tintori. — Minha vida se encontra em perigo. O tiroteio aconteceu muito perto de mim. Senti que as balas foram em mim. Querem me matar. Vou denunciar na Procuradoria-Geral este terrorismo de Estado, já que temos as provas.

Tintori afirmou ainda que o avião onde estava antes de ir para o ato onde Díaz foi morto acabou pegando fogo porque os freios teriam sido removidos e ele acabou tendo que forçar impacto na fuselagem.

— Se fosse em outro aeroporto, todos a bordo teriam morrido. Não me resta dúvida de que isto foi planejado.

O dirigente foi atingido por tiros disparados de um carro em movimento enquanto participava de um ato de campanha na cidade Altagracia de Orituco, estado de Guárico, e não resistiu aos ferimentos. O presidente Nicolás Maduro diz que o assassinato foi um “lamentável acerto de contas entre grupos criminosos rivais”.

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia