Cotidiano

Vida líquida

Redação DM

Publicado em 16 de agosto de 2016 às 02:21 | Atualizado há 1 ano

Goiás é citado por especialistas como berço das águas e onde nascem afluentes das três principais bacias hidrográficas do Brasil

O Estado de Goiás é um dos maiores tributários das águas do Brasil, contendo nascentes de rios que abastecem as três principais bacias hidrográficas do Brasil: Bacia do Prata, Bacia do São Francisco e Bacia Amazônica. A fama de berço das águas impõe à unidade da Federação localizada no coração do Brasil maior responsabilidade com a conservação das nascentes e atenção redobrada dos especialistas para cuidar melhor do “líquido da vida”.

Médicos e outros especialistas na ciência da vida são unânimes em afirmar que a água é imprescindível para a manutenção da saúde e da vida, sendo que, se o indivíduo não repor sua hidratação de forma correta, ele poderá ter comprometimentos sistêmicos cruciais que poderão até mesmo levá-lo à morte. Em média, o corpo humano é composto de 60% a 75% de água, variando de acordo com a idade e com a ingestão do líquido.

Por ser o principal componente do corpo humano, a água merece atenção especial dos cientistas e sua composição é estudada com profundidade para saber como se processa a interação do líquido com os sólidos no organismo. A água pura deve obedecer a princípios básicos de ser insípida, inodora e incolor. Ou seja, não ter gosto, não ter cheiro e não ter cor. Entretanto, devido a minerais dissolvidos em sua composição, essa designação pode ser levemente alterada e mudada sua interação com os organismos vivos.

Um dos principais fatores de diferenciação da água é a concentração de sais, com destaque para o cloreto de sódio (NaCl), ou simplesmente sal de cozinha. Na água do mar, sua concentração é maior junto a de outros sólidos, o que obriga animais a se adequarem, ao passo que em rios e lagos a salinidade baixa permite uma maior diversidade de animais adaptados a essa realidade físico-química.

Para os médicos, a concentração de sais na água deve ser bem dimensionada para evitar problemas diversos no organismo ou para repor nutrientes essenciais para o bom funcionamento. A concentração desejada de cálcio ajuda a repor esse elemento nos ossos e dentes, evitando doenças como osteoporose. Nas águas ricas em ferro, busca-se sua utilização para combater a anemia. Concentração sulfurosa, ou de enxofre, é recomendada para tratar artrites e eczemas e assim existem outros tipos de concentração nas águas recomendados pela ciência.

Quantidade ideal

O urologista Alexandre Sávio de Freitas explica que a quantidade de água que uma pessoa necessita ingerir por dia varia também de acordo com a idade e que isso deve ser seguido para evitar a desidratação, que provoca uma reação em cadeia e acomete órgãos e sistemas de forma crítica. “O ideal que uma pessoa adulta beba de água diariamente é no mínimo 2 litros”, explica. Alguns especialistas aumentam essa ingestão para 2,2 litros e outros chegam a 2,5 dependendo da região e da atividade física de cada indivíduo. Quem pratica exercícios necessita de mais e quem fica mais em repouso tem menor necessidade.

Um ponto em comum entre as diversas especialidades é que a ingestão de água deve se dar de forma sistêmica ao longo do dia e não apenas quando se sente sede, porque quando o organismo ordena que se beba água, ou, de forma simplificada quando sentimos sede, é um sinal de que os rins já estão sofrendo com a falta do líquido, o que pode comprometer o sistema excretor.

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia