Vigilante que matou suspeito de furto em hospital alega legítima defesa e conquista liberdade
Redação Online
Publicado em 16 de outubro de 2026 às 21:24 | Atualizado há 53 minutos
Vigilante é solto após matar suspeito de furto a facadas | Foto: Reprodução
O vigilante do Hospital Samaritano, no Setor Coimbra, em Goiânia, deixou a prisão após decisão judicial que concedeu liberdade provisória sem fiança. Ele matou a facadas um homem suspeito de furtar fios de cobre da unidade de saúde, na manhã de quinta-feira (15/10). O juiz Jesseir Coelho de Alcântara dispensou a prisão preventiva e não determinou medidas cautelares.
Em depoimento, o funcionário declarou que o suspeito sacou uma faca e avançou em sua direção. “Eu não consegui nem pensar direito, eu só queria preservar a minha vida. Aí deu no que deu”, afirmou. Segundo a Polícia Militar (PM), o episódio ocorreu por volta das 5h20, quando o vigilante surpreendeu três homens durante uma tentativa de furto de fiação elétrica.
De acordo com o relato do vigilante, um dos homens retirava os fios de cobre, enquanto os outros dois davam cobertura. Durante o confronto, o funcionário entrou em luta corporal com o suspeito e desferiu três golpes de faca nas costas dele. O homem morreu no local, conforme constatou o Corpo de Bombeiros. O vigilante também sofreu um ferimento em uma das mãos.
Após o confronto, o vigilante perseguiu e deteve um segundo suspeito na região. O homem foi preso sob suspeita de tentativa de furto e permanecia sob custódia até a última atualização do caso. O terceiro envolvido conseguiu fugir. O funcionário também declarou que a faca utilizada pelo homem morto pertencia a ele.
Durante a audiência de custódia, o advogado Eliezer Sousa pediu liberdade provisória sem fiança e destacou que o cliente possui residência fixa, vínculos familiares e trabalho. A defesa também apresentou o argumento de que a prisão preventiva é excepcional e solicitou a inclusão de documentos médicos sobre as lesões do vigilante. Após ouvir o Ministério Público de Goiás (MPGO) e a defesa, o juiz concedeu a liberdade e ressaltou que a alegação de legítima defesa será examinada no inquérito policial, sem conclusão antecipada sobre a conduta do funcionário.