Cotidiano

Zika: Ministro da Saúde defende mobilização contra criadouros de mosquito

Redação DM

Publicado em 13 de janeiro de 2016 às 02:40 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA — O ministro da Saúde, Marcelo Castro, defendeu o engajamento da população na eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus zika, como única forma de evitar uma “geração de sequelados no Brasil”. Ao sair de uma reunião na Sala de Comando e Controle nacional, criada no âmbito do plano de emergência contra a microcefalia, ele apontou a malformação congênita associada ao zika como uma “epidemia de perspectivas mundiais”.

— O problema é alarmante porque está acontecendo no Nordeste, vai acontecer no Brasil inteiro, vai acontecer nos países tropicais inteiros. É uma epidemia de perspectivas mundiais, então temos que tomar todas as providências. Se você não tem remédio, não tem vacina, só resta matar este danado deste mosquito. Matar, não. É não deixar nascer — afirmou.

Ao destacar que ainda levará “alguns anos” para se ter vacina contra zika e que só será possível ofertá-la ao público-alvo — mulheres em idade fértil —, Castro disse que seria positivo que elas fossem infectadas antes de poderem engravidar, para ficarem imunes ao vírus e não dependerem de uma vacina.

— Vamos torcer para que as pessoas antes de entrar no período fértil peguem a zika, para ficarem imunizadas pelo próprio mosquito, aí não precisa da vacina — disse o ministro, em tom de brincadeira.

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