Cultura

“A ordem do dia é experimentar!”

É o que disse a cantora Nila Branco em entrevista ao Diário da Manhã sobre a necessidade constante de se reinventar. A artista, que este ano comemora 20 anos de carreira, lança hoje novo DVD em show beneficente

diario da manha

Rariana Pinheiro, Da editoria DMRevista

A cantora Nila Branco completou duas décadas de carreira “cheias de criatividade, projetos e sonhos”, segundo suas próprias palavras. O que poderíamos traduzir em uma fase repleta de inovações. Pois, além de estar nas rádios, sua voz também pode ser ouvida em trilhas de cinema, como no filmes Romãzinho, de Rosa Berardo. Na TV, ela também anda se aventurando como apresentadora do programa Suprassumo. E, entre seus múltiplos talentos, retomou uma prática ainda pouco conhecida do público: “Voltei a desenhar”, revela.

Mas a agenda cheia não a fez ausentar dos palcos. Prova disso é que hoje, a partir das 21h, Nila Branco fará, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, o show de lançamento de seu oitavo trabalho, o DVD Sete Mil Vezes Ao Vivo. Este álbum foi gravado aqui em Goiânia, no Centro Cultural da UFG e traz repertório baseado no último e homônimo CD da artista lançado em 2012. No palco Nila Branco terá participações empolgantes das cantoras Grace Carvalho e Carina Duarte, do cantor Fabiano Lin e do DJ Múcio Guimarães. E quem for também vai poder ajudar o Centro de Valorização da Mulher Consuelo Nasser (Cevam), já que toda a bilheteria será revertida à instituição.

 

Show Nila Branco

 

Quando: hoje, a partir das 21h

Onde: Centro Cultural Oscar Niemeyer

Ingressos: R$ 25

 

ENTREVISTA NILA BRANCO

 

DMRevista – O que o DVD terá de diferente do disco Sete Mil Vezes?

Nila Branco – Ele terá três músicas novas, e algumas regravações, como Sobre o Tempo do John (Pato Fú) e Malemolência do Céu, que é uma música que gosto bastante. Para as participações (do álbum), convidei o Fabiano Lin, que canta comigo Seja Breve, música de nossa autoria, e Marcos Biancardini para executar a música Contos da Lua Cheia, de minha autoria.

DMRevista – Neste disco você traz releituras de músicas descontraídas, como Se Enamora e Conga La Conga. Como foi a escolha do repertório?

Nila Branco – A ordem do dia é experimentar! Achei uma delícia gravar estas músicas que nunca haviam passado pela minha cabeça, mas que estavam na minha memória afetiva. Elas são, na verdade, o tempero que faltava para o molho do show e do CD. Ouço muita coisa antes de gravar e priorizo aquelas que se parecem comigo. Daí, é só ir para o estúdio!

DMRevista – Neste álbum você é autora de algumas canções. É fácil compor para Nila Branco?

Nila Branco – Sou muito exigente comigo mesma, não amacio não. Também nunca tive a obrigação de compor nada para meus CDs. Sempre me considerei intérprete. Gosto de dar voz a compositores que nunca foram gravados. Se a canção tem uma melodia bonita, uma letra bem acabada e fica bem na minha voz, gravo e tento me apossar dela ao máximo.

DMRevista – Por que a opção de doar a bilheteria para o Cevam?

Nila Branco – Acho que está na hora de ser mais generosa, e o Cevam precisa muito da ajuda das pessoas de bem, pois a violência contra mulheres e crianças só aumenta a cada dia. Se há denúncia e elas não têm para onde ir, o Cevam é o lugar que acolhe.

DMRevista – Você é uma das cantoras goianas que ganharam maior destaque no cenário nacional. Que dificuldades o artista local encontra para que sua música ultrapasse nossas fronteiras?

Nila Branco – Tem várias questões que atrapalham a vida. Acho que a maior delas é o fato de que a mídia brasileira é acomodada e elitista: você tem que ir onde eles estão. Eles não olham para cá, para um artista específico. Todos os artistas que são de fora do eixo Rio-São Paulo tiveram que fazer suas malas e se mudar para lá.

DMRevista – A música sertaneja e agora e o rock alternativo se tornaram forte por aqui. Em sua opinião, o rock pop também vive bom momento?

Nila Branco – Acho que o pop rock passa por um momento de transição. É um momento de repensar as estratégias e se reposicionar. As coisas cansam, mudam, o mundo gira. É assim. Eu mesma cansei de cantar o que cantava. O rock e o pop nunca morrerão, eles só estão dando um tempo para voltar repaginados.

 

Comentários

Mais de Cultura

26 de junho de 2019 as 14:42

Sol em Câncer e a cura emocional

14 de junho de 2019 as 19:24

GIRO PELA FIEG

12 de junho de 2019 as 08:50

Quíron, o segredo da cura

11 de junho de 2019 as 08:36

Questão Social: Um breve olhar

7 de junho de 2019 as 08:46

Astrologia; seja bem-vindo, junho!

30 de maio de 2019 as 08:46

Alego promove seminário de Turismo

28 de maio de 2019 as 09:17

Festa junina no Goiânia 2

16 de maio de 2019 as 11:29

Vênus entra em Touro