Cultura

Barolo e Barbaresco

EDNA GOMES

diario da manha

 

Imagine um lugar na montanha em dia frio numa casa de campo de madeira com a natureza exuberante adentrando através das vidraças, o fogo crepida na lareira da sala; o carneiro sendo assado lentamente no forno. O vinho Barolo sendo o néctar da poesia aquecendo a alma e tornando o ambiente alegre e feliz.

Para iniciar meu texto, não poderia deixar de falar dos prazeres à mesa e romantizar o momento ímpar diante da vida, para começar a descrever sobre o Barolo e Barbaresco. São vinhos que têm muita força, são robustos, mas são lúdicos. Eles são apaixonantes, tintos quase negros, que devem ser bebidos em ambientes fraternos e com pessoas de sorriso fácil. Estes vinhos têm um amor infinito por carnes substanciais, massas perfeitas e risotos fortes.

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Piemonte que é a mais famosa região vinícola da Itália. O estilo de vinhos, bem como as tradições culinárias da região, tem fortes vínculos com a vizinha a França. Barolo e Barbaresco são dois lendários tintos do País e nascem em Piemonte. Os produtores da região têm fama de sérios, competentes, prudentes e cuidadosos com a produção de vinhos. As propriedades são pequenas e meticulosamente bem cuidadas. Os dois vinhos são produzidos com uma única uva a nebbiolo.

O Barolo e o Barbaresco continuam sendo os vinhos mais tradicionais e mais estimados da Itália e, acredito, do mundo. Uma das razões para isso é a qualidade. Igualmente importante, é o fato de a nebbiolo ser uma das uvas mais específicas de um determinado local e, em termos de produção de vinhos, uma das mais difíceis de dominar. São vinhos altamente estruturados, capazes de envelhecer durante anos e até décadas. Hoje, eles são elaborados de um modo que os tornam mais macios quando um pouco mais jovens e, portanto, capazes de serem apreciados mais cedo. Mesmo estas versões modernas são muitas vezes compactas e tânicas, e precisam de vários anos de envelhecimento.

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Barbera

Quando estive na região, percebi que os piemonteses bebem vinho diariamente nas refeições, mas são: Barbera e Dolcetto. O custo é menor e o Barbera, feito da uva “barbera”, é um vinho muito bom, vibrante e as vezes se mostra rústico, com muita exuberância de frutas. Essa uva é a variedade mais plantada no Piemonte. Ela cresce por toda parte na região. Um pequeno grupo de produtores começou a misturar vinhos elaborados com a barbera e nebbiolo, na esperança de fundir a vibração frutada de amoras pretas da barbera com a estrutura e a complexidade da nebbiolo. Alguns destes cortes são deliciosos como, por exemplo, o Mon Pra der Conterno Fantino. O Dolcetto é um vinho trivial, que muitas vezes se mostra um certo toque amargo. É feito com a uva Dolcetto.

 

Paladar

Os vinhos feitos com uvas Nebbiolo têm aromas e sabores muito específicos. No nariz, você vai sentir couro, chocolate, ameixas secas e figos. Um Barolo com menos de cinco anos, o paladar pode ser monocromático, fechado e sem complexidade. Com estes vinhos é preciso esperar. Uma recomendação: não os beba nos primeiros anos depois da data da safra. Nesse estágio, estes vinhos ainda não evoluíram.

 

Espumante tinto

Embora o Ast seja o mais famoso espumante do Piemonte, não é o único. Alguns dos mais instigantes vinhos gaseificados da região são, surpreendente, os brilhantes espumantes tintos, em geral feitos de uvas barbera e nebbiolo. Particularmente famoso é o brachetto, um espumante feito da uva de mesmo nome. O brachetto é vivo e frutado, tendo até um toque de doçura que lembra morango. Muitas vezes é servido com frutas e muito refrescante fica uma delícia se for servido com salsichas alemãs grelhadas.

 

Tagliatelle e Barolo

Muitas pessoas que vão pedir uma massa, em um restaurante, logo pensa em um Chianti. É muito bom! Mas nada melhor do que um tagliatelle, que são finas tiras de massa caseira feita com ovos, misturadas com manteiga derretida e sálvia. Imagine esta massa com raspas de parmesão por cima e, para acompanhar, um potente barolo. Os sabores chocantes do vinho, bem como o tanino, deslizam na boca pela opulência da massa deixando uma sensação única no paladar.

 

Trufas brancas

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Não posso deixar de terminar minha matéria sem escrever sobre as trufas, em Piemonte. É um alimento muito excitante e seu aroma e sabor são peculiares. Elas crescem em lugares imprevisíveis, em geral, debaixo de um carvalho, uma castanheira. Amadurecem no final de outono; a colheita coincide com a das uvas da região. O que sei é que muitos já tentaram cultivar as trufas brancas e não obtiveram sucesso. Pouquíssimos países produzem este produto. Elas não podem ser detectados por humanos. Somente por cães mestiços treinados. Por isso é muito caro. Porém, basta pouquíssima quantidade em um prato para transformá-lo em uma alquimia de sabores. Se um dia estiver em Piemonte, deixem se levar pelas experiências gastronômicas inesquecíveis e viva um grande amor com o Barolo. E faz deste momento, um romance de vida e se entrega para a felicidade.

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