Cultura

Bee Gees: muito além do disco music

Períodos conturbados da banda, em meados da década de 70, resultam em obras-primas

diario da manha

 

Walacý Net, Especial para DMRevista

É bem provável que boa parte da humanidade tenha ouvido, cantado ou dançado alguns pedaços da música Stayin’ Alive. A canção é, talvez, a síntese do significado para hit: é só lembrar-se do título da composição que alguns versos tocam dentro da cabeça e não é fácil esquece-los. Considerada tema da geração disco, a música se tornou conhecida por meio do cinema, compondo a trilha sonora de Embalos de Um Sábado a Noite. O ano era 1970, mas até hoje todo mundo conhece os passinhos de John Travolta no filme, interpretação que rendeu indicação ao Oscar no ano seguinte ao lançamento.

O sucesso dessa música em específico não ofuscou a banda, pois os ingleses do Bee Gees são bem mais do que Stayin’ Alive. Criada pelos irmãos Barry, Robin e Maurice Gibb, a banda inglesa faz sucesso desde 1966 e ocupa a quarta posição no ranking de vendas mundial. E também não é apenas o estilo disco que compõe a obra da banda, os artistas já tiveram o pé no rock clássico, country e pop.

Entre os principais álbuns da banda, vale destacar o momento mais conturbado entre os irmãos ingleses. Uma crise, instalada em meados da década de 60, ameaçava a desestruturação da banda. Nessa época surge o Odessa, mais precisamente em 1969, já com um integrante a menos: o guitarrista Vince Melouney. Conta-se que o Bee Gees se trancou no nos Atantic Studios, em Nova York, para gravar o disco, que seria apenas com músicas originais produzidas nos últimos quatro anos. A ideia era fazer um albúm duplo, conceitual e baseado no naufrágio do HMS Veronica, que era o navio de guerra mais antigo ainda em serviço.

Uma curiosidade: dizem que a capa original do Odessa era felpuda com inscrições douradas. Porém, durante a confecção do álbum, os trabalhadores sofreram uma crise alérgica. Além disso, a vendagem foi péssima e o jeito foi relançar em capa de cartolina, normal como todos os outros álbuns. O que se deu em volta da produção foi uma desintegração, já evidente desde a entrada nos estúdios, porém as composições são válidas e demonstram um estilo diferente para o Bee Gees.

Em 1971, já sem a participação de Robin Gibb, que deixou a banda após o Odessa, o albúm Trafalgar é lançado. Não se engane quanto à distância de Robin: o músico, mesmo não fazendo parte da formação, emprestou sua voz para algumas músicas. Nada muito significativo.

Trafalgar é um disco de qualidade e demonstra uma harmonia dos irmãos Gibb que aparentava estar perdida. Uma das singles do CD, a música How You Can Mend a Broken Heart, chegou a primeiro lugar nos Estados Unidos.

 

Desintegração

De fora do Bee Gees, Robin Gibb continuou a fazer música, mas dessa vez sozinho. Hoje se completa três anos que o músico faleceu vítima de câncer no fígado. Por anos ele lutou contra a doença, mas não resistiu a uma pneumonia e morreu aos 62 anos de idade. Outro integrante da banda e irmão gêmeo de Robin, Maurice Gibb, também faleceu, mas no ano de 2003.

Vale lembrar que a obra de Robin não desapareceu e pode ser ouvida nos álbuns do Bee Gees e de sua carreira solo. Destaque para o Robin’s Reign, lançado em 1970, após as confusões e saída da banda – resultado do álbum Odessa. Considerado uma obra-prima do pop psicodélico, duas músicas chamam bastante à atenção: Saved by the Bell e August October. Ambas foram gravadas por Elton John. Vale a pena ouvir, assim como boa parte do que a banda produziu durante os  vários anos de carreira.

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