Cultura

Museu de jogos: Bomberman

Game japonês faz escola há mais de 20 anos

diario da manha

A série de jogos polularizada no Brasil pelo Super Nintendo consegue deixar marcas de personalidade até os dias atuais. O jogo se dá da seguinte forma: o jogador começa trancado em um labirinto de tijolos. O objetivo é explodir os tijolos até que o caminho esteja livre ao acesso direto aos adversários. Os tijolos escondem bônus: aumentar o número e potência das bombas, velocidade, poder de deslizar os explosivos, revelação de coelhos poderosos, luvas de boxe para nocautear os inimigos, chute a bomba para deslocá-la ou encurralar o inimigo. Coisas que fizeram do antigo console da Nintendo algo emocionante para a geração que acompanharam evolução dos games.

A série de jogos Bomberman conseguiu emplacar cinco versões no Super Nintendo. Começou humilde, sem muitos apetrechos, na primeira edição onde apenas quatro personagens descaracterizados se enfrentavam . Depois, naves de ressureição, acumulação de bônus por personagens mortos e a famosa “queda de tijolos” no último minuto foram acrescentadas. Era muito comum que os coelhos encontrados em ovos em meio aos tijolos fossem chamados de “yoshis”, referência ao clássico Super Mário World, que via no cavalinho a possibilidade de vidas a mais. Cada coelho do Bomberman tinha uma habilidade diferente.

Na época do Super Nintendo, os jogos que faziam a cabeça da galera eram muito primitivos, comparados aos dias atuais. O surgimento do memory card, no Playstation, possibilitou uma epopeia de semanas a fio para que um jogo fosse zerado. No Nintendo, na ditadura dos passwords, o que se tinha de memória dos jogos era algo descontínuo, que colocava todos os remanescentes em um cenário comum. Diferente dos sucessores Nintendo 64 e Playstation, que possibilitavam ao jogador uma carreira de maior personalidade e unicidade.

“Os jogos atuais tem gráficos e raciocínio mais lento. A jogabilidade atual possibilita uma pausa para pensar, cheia de utilidades que os jogadores podem escolher. Os jogos antigos fazem que o jogador tenha um raciocínio mais rápido e sem pausa. Isso impressionava muito na época. Atualmente, várias combinações são possíveis, você pode ficar semanas raciocinando o jogo. O Bomberman era instantâneo, se você parar pra tomar um gole de água, você perde”, afirma Nasser Najar, fã da série.

“O bomberman é despretensioso. Quanto mais você joga, mais você melhora, mas isso não é acumulativo. A cada rodada, você perde todos os benefícios que você conseguiu na rodada anterior. Os jogos atuais são construídos por semanas, onde a habilidade é acumulativa. Quanto mais você joga, mais expert você é. No Super Nintendo você aprendia a jogar pela habilidade que se adquiria nas mini carreiras, hoje você tem que acumular cada vez mais e desenvolver todos os recursos”, afirma Nasser. “Se você abre seu jogo do God of War, por exemplo, você encontrará todas as suas armas acumuladas assim que ligar o vídeogame. No Bomberman de Nintendo não, você começa limpo, e sua habilidade vai te fazer ganhar o jogo”.

O Bomberman marcou tanto uma geração, que hoje em dia é possível que na mesa do bar você escute o nome do jogo sendo entoado por Lucas Lucco e toda sua legião de fãs. “Eu tô que nem o Pac Man, que nem o Bomberman – Ban Ban Ban”. É nessas representações culturais atuais que podemos perceber a força dos games na vida cotidiana das pessoas. Há alguns anos era impossível que algum elemento da cultura pop norteasse a produção das músicas que estouram nas rádios. Hoje em dia isso já foi agregado a sentidos intrínsecos, como o romantismo da música sertaneja universitária.

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