Cultura

Grupo Carroça encerra série de apresentações em escolas públicas

diario da manha

Formada há mais de 10 anos, a companhia de teatro Carroça vem apresentando-se recentemente em várias escolas públicas da capital. Além do trabalho cênico realizado pelo grupo, a pesquisa em estilos e autores clássicos do teatro é um norte constante da companhia. A série de espetáculos que remontam a história de Tartufo, personagem do dramaturgo francês Molière, que faz uma crítica de costumes de forma cômica, tem encerramento previsto para hoje, no Colégio Estadual Visconde de Mauá, no Setor Pedro Ludovico, às 20h. A turnée é realizada em parceria com O Ciranda da Arte, departamento da Secretaria de Educação do Estado.

O dramaturgo francês Molière, que viveu no século XVII na cidade de Paris, é considerado um dos mais importantes nomes da comédia satírica do mundo. Era um crítico mordaz dos costumes, e utilizava o lado cômico de situações do dia a dia para criticar as estruturas sociais. Ele é um dos inspiradores do Carroça, que, além do palco e das pesquisas, também já aventurou-se no campo do audiovisual, estrelando cinco curta-metragens desde o ano de 2012.

O ator Christian Mariano, que faz parte do grupo, contou ao DMRevista um pouco sobre a formação da companhia, a trajetória de palcos, filmes e pesquisas, e também sobre a turnée ‘Tartufo, era uma vez’ que, termina hoje depois de um intenso trabalho de estudos e apresentações, e tem entrada franca e aberta para toda a comunidade no Colégio Estadual Visconde de Mauá, no Setor Pedro Ludovico, às 20h de hoje.

 

O que é e como surgiu o Grupo Carroça?

O Carroça é uma companhia de teatro com trajetória de 10 anos no teatro e em produções audiovisuais, indo ao encontro de um público que vem aumentando a medida que visitamos escolas do interior e da capital em projetos desenvolvidos em anos anteriores através de parcerias com as leis de incentivos estadual e municipal. Os atores são formados em escolas de renome da capital, como o Centro de Educação Profissional Basileu França e a Escola de Música e Artes Cênicas da UFG. Todo o trabalho do Carroça está ligado ao propósito inicial de manter-se sempre em um constante trabalho de pesquisa artística em comédia.

Através de estudos relacionados ao estilo ‘comedia italiana’, estreou ao grande público em 2011 na forma da peça-pesquisa intitulada O Sumiço da Carroça. Em 2012,começamos a pesquisar comédia francesa e o teatro de Molière, apresentando no fim deste processo a montagem de ‘O Tartufo’, materializando resultado desta metodologia. Os membros do Carroça também estrelaram e produziram cinco curta-metragens em parceria com uma produtora local.

 

O que é a Ciranda da Arte?

O Ciranda da Arte é um departamento específico da Secretaria de Educação que cuida das disciplinas relacionadas às artes nas escolas estaduais do Estado de Goiás. Essa parceria é mantida graças ao esforço de pessoas como Luz Marina que à frente do Ciranda, intermedia esse tipo de parceria com grupos teatrais independentes como o Grupo Carroça.

 

Por que apresentarem-se em escolas estaduais?

A ideia em fomentar nossa arte nas escolas estaduais se dá justamente em função da carência que o estudante do ensino público tem de acesso a esse tipo de espetáculo. Descobrimos esse “filão” ha tempos e só graças às leis de incentivo à cultura, tanto estadual, que é a Lei Goyazes, quanto a Lei municipal, que conseguimos proporcionar ao estudante de uma escola pública o livre acesso à esse tipo de arte. O que víamos eram pessoas que “desgostavam” do teatro sem conhecê-lo, e hoje, é comum após nossas apresentações recebermos elogios pela oportunidade que tiveram naqueles instantes efêmeros que viveram ali no próprio pátio da escola.

Ator e produtor executivo Christian Mariano, entrevistado de hoje, interpreta Molière, o próprio autor da peça
Ator e produtor executivo Christian Mariano, entrevistado de hoje, interpreta Molière, o próprio autor da peça
Grupo Carroça em cena de Tartufo, era um vez: Camila  Freitas, Christian Mariano, Waldir Nogueira e Paulo Assis
Grupo Carroça em cena de Tartufo, era um vez: Camila Freitas, Christian Mariano, Waldir Nogueira e Paulo Assis
Atores em cena na peça Tartufo, era uma vez
Atores em cena na peça Tartufo, era uma vez
Atores em cena na peça Tartufo, era uma vez
Atores em cena na peça Tartufo, era uma vez
Atores em cena na peça Tartufo, era uma vez
Atores em cena na peça Tartufo, era uma vez

Por que a escolha da peça ‘Tartufo, era uma vez?’

Escolhemos Tartufo por ser uma obra de Molière, por ser um clássico da comédia francesa e por querermos vivenciar essa experiência de uma comédia escrita no século XVII e que ainda é contemporânea e completamente ousada para os tempos atuais.

 

Como é a preparação do grupo para uma tournée de tamanha importância?

O grupo está em um trabalho constante e ininterrupto há anos. Ora em curta-metragens, ora produzindo peças teatrais. E quando não estamos montando nenhum espetáculo novo, sempre buscamos mecanismos de apresentar as peças de nosso repertório. Atualmente temos nas mangas quatro espetáculos, todos em comédia, que é o nosso objeto principal de estudo e pesquisa. São eles O Sumiço da Carroça, Tartufo, era uma vez, Crônicas do Paço Municipal – A inauguração e O Inquilino do Flamboyant Rosa da Praça da Matriz.

 

Como tem sido a reação do público?

O público sempre se torna cativo ao Grupo Carroça quando assiste nossos espetáculos. Tudo graças a forma como nossas histórias são contadas. Sempre ousamos numa pesquisa que privilegiasse o espectador, mas que nunca o subestimasse. O fato de fazermos comédia e principalmente, fazermos um teatro popular, permite ao público, geralmente desacostumado de ir ao teatro, que este com o tempo sinta a necessidade de apreciação dessa forma de arte. É um trabalho árduo que só veremos o resultado com o tempo. Mas já são 10 anos e os frutos já começam a brotar.

 

O grupo tem preparado novos projetos?

Temos sempre muitas ideias nas gavetas. É só termos tempo que abrimos as gavetas da imaginação e vamos à obra. Já passamos pela Commedia dell’arte, depois a comédia de Molière e de Hugo Zortetti. O que teremos em breve será um Shakespeare.

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